O cartão de crédito levou décadas para substituir o dinheiro vivo. O celular encurtou esse caminho ao transformar o pagamento em uma ação de poucos segundos. Agora, a indústria financeira começa a dar um passo adiante: tornar o ato de pagar quase imperceptível.

O avanço dos pagamentos por aproximação abriu caminho para a incorporação de serviços bancários a objetos de uso cotidiano. Nesse cenário, anéis, pulseiras e relógios deixam de ser apenas acessórios para funcionar como dispositivos financeiros capazes de realizar diferentes operações.

É nesse território bastante promissor que o Inter acaba de se instalar. O banco lançou uma linha própria de wearables com a proposta de levar funcionalidades financeiras para fora das telas do celular e aproximar a tecnologia da vida real das pessoas.

O lançamento reúne inicialmente dois produtos, o anel inteligente Inter Ring e a pulseira regulável Inter Wristband. Nos próximos meses, a linha será ampliada com o Inter Watch, acrescentando relógios ao portfólio.

Segundo o Inter, a proposta é simplificar a jornada do usuário. Os acessórios utilizam tecnologia NFC, que permite a troca de informações entre dois dispositivos quando eles são aproximados. Após a ativação no Super App do banco, basta vinculá-los ao cartão para que passem a funcionar em pagamentos por aproximação.

“Os Wearables representam uma característica que está no DNA do Inter, que é inovar para simplificar a vida das pessoas com tecnologia, conveniência e segurança”, afirma Rodrigo Gouveia, diretor-executivo de Commerce e Ecossistemas do Inter. “Com os novos dispositivos, queremos tornar cada experiência mais eficiente, seja pela conveniência que economiza tempo ou pela segurança que traz tranquilidade.”

Na primeira fase do projeto, os dispositivos funcionam com cartões de crédito Inter emitidos no Brasil e com cartões de crédito da Global Account voltados a residentes brasileiros.

O sistema mantém limite unificado e mesma data de pagamento, permitindo que compras feitas pelo cartão físico, virtual ou pelo wearable apareçam discriminadas em uma única fatura – um detalhe pensado para simplificar o controle de gastos. “Sabemos que praticidade é um estilo de vida que faz diferença real na vida das pessoas”, diz Gouveia.

A segurança recebeu atenção especial no projeto. As transações usam tokenização e criptografia, seguindo os protocolos de pagamentos contactless. Dependendo da operação, o sistema pode exigir senha. Em caso de perda ou roubo, o wearable pode ser bloqueado diretamente pelo Super App, sem necessidade de cancelar o cartão principal.

O Inter ainda incorporou aos dispositivos um modelo de autenticação em três fatores, o 3FA, voltado inicialmente para operações Pix fora do comportamento habitual do cliente, como transferências de valor elevado ou realizadas em localidades diferentes das rotineiras. Em uma etapa posterior, o banco prevê estender a funcionalidade ao resgate de investimentos.

Os wearables foram desenhados para ir além dos pagamentos. Em ambientes compatíveis com tecnologia MIFARE – padrão amplamente usado em controle eletrônico de acesso –, eles podem funcionar como chave digital, desde que o usuário tenha perfil de administrador do sistema.

Uma das primeiras aplicações já em implantação é o acesso às salas VIP do Inter em aeroportos. O banco também avalia integrações com hotéis e aluguel de veículos e estuda o uso dos acessórios em jogos e shows, sempre condicionado a parceria comercial, autorização do cliente e validação técnica.

Os acessórios já estão disponíveis no Inter Shop, dentro do Super App, e deverão chegar nas próximas semanas a pontos físicos selecionados. O banco definiu preços diferentes de acordo com o acabamento e o material dos dispositivos.

O Inter Ring em cerâmica, nas cores rosa, preto e cinza, custa R$ 465, enquanto as versões metalizadas, dourada e prata, saem por R$ 485. Já a Inter Wristband será vendida por R$ 349.

Para o anel, um dos principais desafios costuma ser a escolha do tamanho correto. Para contornar esse obstáculo, o Inter oferece três caminhos: um medidor digital disponível no aplicativo, o envio gratuito de um calibrador físico para casa – seguido do despacho do anel após a confirmação da medida via WhatsApp – ou a medição presencial em pontos selecionados.

Entre eles estão as unidades do Inter Café (mais detalhes neste link) em Belo Horizonte, São Paulo e Curitiba, e nas salas VIP nos aeroportos de Guarulhos, Curitiba, Confins e Fortaleza.

O movimento reforça a vocação inovadora do Inter, o primeiro a lançar uma instituição 100% digital no Brasil, em 2015, a integrar marketplace a um app bancário, em 2019, e a criar uma rede social financeira, em 2025.

Hoje, o Inter opera como um Super App Financeiro Global, com mais de 44 milhões de clientes no mundo e um ecossistema que reúne banking, investimentos, crédito, seguros, shopping, remessas internacionais e programa de pontos. Sua carteira de crédito soma R$ 50 bilhões e seus ativos totais chegam a R$ 98,6 bilhões.