Na CapTable, o primeiro passo para se tornar investidor de um unicórnio

A plataforma de investimentos em startups CapTable quer realizar uma oferta de ações por semana. É a chance de o investidor pessoa física apostar em startups que podem atingir avaliações bilionárias

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O número de unicórnios, como são chamadas as startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão, não para de crescer na América Latina.

Segundo dados da Lavca (Latin America Venture Capital Association), o número de empresas de alto crescimento que trilharam o caminho do venture capital antes de se tornarem unicórnios – o sonho de toda startup – já chega a 29.

O Brasil lidera o ranking, com 19 empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. Além disso, no primeiro semestre de 2021, as startups latinas receberam US$ 6,2 bilhões, 50% a mais do que o total de 2020.

Mas investir nessas startups que se tornaram unicórnios é um fenômeno quase que restrito a investidores institucionais, que alocam recursos em fundos de venture capital e conseguem captar as melhores oportunidades.

Não mais. Já existe uma forma de começar a participar dessa festa com as plataformas de investimentos em startups, como a CapTable, que detém 36% do mercado brasileiro e que deve ver sua participação aumentar ao longo de 2021.

Nesta semana, a CapTable abrirá espaço para que mais uma startup levante recursos através da oferta online de ações. Na semana que vem, a operação se repetirá, mas com uma startup diferente. Na outra, haverá uma nova transação. E deverá ser assim, ao ritmo de uma captação a cada sete dias, até o final do ano.

“Estamos numa velocidade de crescimento impressionante”, diz Paulo Deitos, CEO e um dos fundadores da CapTable. “Já atingimos em 2021 quase o triplo do volume captado em 2020 e o ano não acabou.”

De fato, os números surpreendem. De janeiro a julho, o total movimentado nas operações dentro da plataforma soma cerca de R$ 27 milhões, mas a meta é chegar a R$ 100 milhões até dezembro. Em 2020, foram R$ 11 milhões. Em 2021, 20 startups angariaram recursos por intermédio da CapTable – ou o dobro do ano passado inteiro.

As plataformas de investimentos em startups têm chamado a atenção do mercado por uma série de razões. Uma delas é a agilidade. Seu sistema é simples e dinâmico, o que tem sido suficiente para atrair tanto empreendedores em busca de recursos para alavancar seus negócios, quanto investidores que desejam realizar aportes em empresas com forte potencial de valorização.

É fácil entender o seu mecanismo. A plataforma digital Hiperdados, especializada em produzir indicadores para o mercado imobiliário, precisava de recursos para crescer além de São Paulo.

“Procurei alguns fundos de investimento, mas eles trabalhavam com cheques maiores, além de terem uma estratégia complexa demais para nós”, diz Wagner Dias, CEO da Hiperdados. “Na CapTable, o processo de avaliação de nossa viabilidade demorou apenas três semanas.”

A CapTable considera três recortes principais para identificar se uma determinada empresa se enquadra em sua plataforma. “A startup precisa estar faturando, ter um sócio em jornada full time e ser digital”, afirma Deitos.

Se a startup cumpre tais critérios, o time da CapTable parte para a etapa seguinte, que é o processo de análise mais detalhada das informações da empresa – é o famoso due diligence, simplificado por conta do expertise da plataforma, e mais rápido do que se a startup fosse, por exemplo, abrir o capital.

De janeiro a julho, o total movimentado nas operações dentro da plataforma soma cerca de R$ 27 milhões, mas a meta é chegar a R$ 100 milhões até dezembro

A Hiperdados captou em junho R$ 1,9 milhão e atraiu 450 investidores que fizeram aportes a partir de R$ 1 mil. “O interessante é que essas pessoas se aproximam da empresa, dão dicas, ajudam no processo de crescimento. São sócias de verdade”, afirma Dias.

Não é maneira de dizer: a conexão entre empresa e investidor é direta. Para manter a sintonia fina entre eles, a CapTable cria grupos de Telegram e fóruns na plataforma integrados pelos sócios da startup que captou os recursos e por aqueles que injetaram dinheiro no negócio. “É como se eu tivesse uma rede de contatos que faz de tudo em prol da minha plataforma”, afirma Dias.

Do lado do investidor, realizar aportes em startups significa a chance de engordar a carteira se o negócio prosperar. “Há muito tempo eu queria me tornar sócio de empresas digitais que ainda não estavam na Bolsa, mas isso parecia impossível”, diz o investidor profissional Arthur Haliski.

Haliski realizou há alguns dias um aporte de R$ 100 mil na fintech Juros Baixos através do modelo oferecido pelo CapTable. “Estudei o case e também confiei na análise anterior feita pela plataforma.”

Ele não tem pressa para reaver seu investimento e tampouco está preocupado com os riscos envolvidos. “É óbvio que nesse tipo de operação sempre há algum tipo de risco, mas isso faz parte do jogo”, diz Haliski.

Ao investir, é preciso ter em mente que há limitações para o resgate do dinheiro. Em geral, os recursos entrarão no bolso de quem fez o aporte se houver algum evento de liquidez – a venda da empresa ou a entrada de um fundo no negócio.

“O investidor também pode procurar alguém dentro da plataforma para comprar a parte dele, fazendo assim uma negociação privada”, diz Deitos. “Ele só é obrigado a avisar para nós e para a própria startup.”

Ter acesso a empresas embrionárias é uma chance de fazer dinheiro. Em setembro do ano passado, o banco digital Alter captou R$ 2 milhões na CapTable. Dez meses depois, o negócio foi comprado pelo Méliuz por R$ 25,9 milhões, o que rendeu um retorno de 78% aos investidores.

Outra vantagem desse tipo de investimento é o que se pode chamar de democratização do acesso. Na CapTable, os aportes iniciais giram em torno de R$ 1 mil, mas já houve captações em que foi possível desembolsar apenas R$ 500 pelas cotas.

Deitos, da CapTable, diz que o cenário ficará ainda mais atrativo. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estuda mudanças de regulação que deverão trazer mais tração para as plataformas de investimento em startups.

Uma das ideias em discussão é ampliar o limite de captação permitido para as startups. Atualmente, o valor é de R$ 5 milhões por ano, mas a proposta é que sejam permitidas rodadas de até R$ 25 milhões. Ou mais.

Outra proposta é liberar o mercado secundário, ou seja, a compra e venda de ações dentro da plataforma, como se fosse uma bolsa de verdade.

Se isso ocorrer, a atividade, que já vai bem, deverá ganhar novo impulso. Para chegar a ser unicórnio, afinal, é preciso dar o primeiro passo – o que só é possível com a ajuda de plataformas como a CapTable.

Para saber mais sobre a CapTable, clique aqui.

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