Itaú BBA: a força motora por trás dos grandes IPOs e M&As no Brasil

De cada dez ofertas de ações realizadas no Brasil no primeiro semestre, quase sete passaram pelo banco de investimentos. O Itaú BBA ainda respondeu por metade do volume movimentado em fusões e aquisições. E vem mais por aí

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A sede do Itaú BBA, na Avenida Faria Lima, em São Paulo

No final de julho, a empresa de produtos eletrônicos Multilaser concluiu o seu IPO com a captação de R$ 1,9 bilhão.

No mesmo mês, a rede Magazine Luiza comprou o e-commerce de games Kabum!, em uma transação que poderá chegar a R$ 3,5 bilhões – é a maior aquisição da história da Magalu.

Pouco antes, em junho, a operadora TIM emitiu R$ 1,6 bilhão em debêntures vinculadas a metas ESG, um recorde para operações desse tipo no Brasil.

Os negócios apresentados acima têm um ponto em comum: todos foram coordenados pelo Itaú BBA, maior banco de investimentos do País.

Se há registro de alguma grande troca comercial realizada entre empresas no País em 2021, muito provavelmente o projeto passou pelas mãos do Itaú BBA.

“O ano de 2021 é certamente um dos melhores de nossa história”, diz Cristiano Guimarães, Head de Corporate & Investment Bank e Distribuições Institucionais do Itaú BBA. “Nosso time nunca trabalhou tanto.”

O executivo não está exagerando. No primeiro semestre, segundo dados da consultoria Dealogic, o Itaú BBA participou de 38 ofertas de ações, incluindo IPOs e follow-ons. O número corresponde a 67,9% das operações realizadas no período, um marco na trajetória do banco.

No primeiro semestre, segundo dados da consultoria Dealogic, o Itaú BBA participou de 38 ofertas de ações, incluindo IPOs e follow-ons

Não se trata de um fenômeno momentâneo. No segundo semestre, o Itaú BBA já participou de 12 ofertas que, juntas, responderam por 85,7% do movimento de mercado. Detalhe importante: o banco entregou dez projetos em uma única semana. A equipe, de fato, jamais trabalhou tanto.

Cristiano Guimarães lembra que, em 2021, o Itaú BBA estruturou mais transações do que em qualquer outro ano, tanto em quantidade de ofertas quanto em volume financeiro movimentado. Apenas em julho, precificou doze ofertas, sendo coordenador líder em sete delas.

Como principal banco de investimento do País, o Itaú BBA tem aproveitado as oportunidades oferecidas pelo mercado. As ofertas de ações quebraram recordes em 2021. Segundo dados da Bloomberg, os IPOs de companhias brasileiras levantaram R$ 57 bilhões de janeiro a julho.

A marca anterior foi registrada em 2007, quando as aberturas de capital movimentaram R$ 53,6 bilhões. Portanto, foram necessários apenas sete meses para superar um recorde histórico.

Diversas razões explicam o movimento. “Existe um represamento de muitos anos com poucas ofertas de ações, e essa defasagem começou a ser recuperada de uns tempos para cá”, afirma o diretor do Itaú BBA. Ele destaca que o ciclo de juros baixos, que perdurou até março, foi um dos gatilhos que o mercado precisava para avançar.

Também é preciso considerar o próprio amadurecimento do ambiente corporativo brasileiro. Em linhas gerais, é inegável que as empresas brasileiras estão mais preparadas para se expor ao escrutínio dos investidores e acessar o mercado de capitais.

“O ano de 2021 é certamente um dos melhores de nossa história”, diz Cristiano Guimarães, Head de Corporate & Investment Bank e Distribuições Institucionais do Itaú BBA

Outro fator importante é o próprio fortalecimento da indústria de gestoras de recursos. “Observamos nos últimos anos a formação de grandes assets no País”, diz Guimarães. Somados, esses fatores culminaram na explosão de oferta de ações. Quem estava bem preparado, como o Itaú BBA, capturou o movimento – e cresceu como nunca.

Entre os IPOs coordenados pelo Itaú BBA em 2021 constam, além da Multilaser, o de empresas como Espaçolaser, BlauFarmacêutica, Infracommerce, Destktop e ClearSale. Na lista dos follow-ons estão nomes como Lojas Renner, Grupo Soma e Magazine Luiza.

Entre os grandes marcos do banco está também a estruturação de um feito notável no mercado corporativo brasileiro em 2021. Em junho passado, a Petrobras concluiu a venda dos 37,5% que detinha na BR Distribuidora. A oferta subsequente de ações (follow-on) movimentou R$ 11,3 bilhões, a maior do ano até agora.

Como será daqui por diante, considerando um novo ciclo de alta de juros? “Isso tira um pouco da velocidade de crescimento do mercado de ações, mas as ofertas vão continuar acontecendo em bom volume”, aposta Guimarães.

O excelente desempenho do Itaú BBA em 2021 não se deve apenas à oferta de ações. O banco é líder também nos rankings de fusões e aquisições realizadas no País. No primeiro semestre, respondeu por 52,6% do volume total do mercado, conforme a consultoria Dealogic.

Não é só. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o Itaú BBA liderou as emissões de dívidas para empresas e governos, respondendo por 33,7% da originação em renda fixa – é a sua maior participação na história.

Os números surpreendem. O banco participou de 177 originações realizadas no País no primeiro semestre de 2021. No mercado como um todo, foram 403. Ou seja, quase uma em cada duas operações passou pelo crivo do Itaú BBA.

O Itaú BBA se preparou para surfar o momento positivo. Sob a liderança de Cristiano Guimarães, adotou uma série de iniciativas para fortalecer a sua presença no mercado. Entre elas, a criação de diversas células setoriais em banco de investimentos, integradas por quatro ou cinco especialistas que se dedicam a estudar a fundo e buscar oportunidades em segmentos específicos.

“Sempre acreditamos que a alta especialização de nossos profissionais é muito importante, além da integração com nossa capacidade de banco corporativo”, diz Guimarães.

Ele cita como exemplo o setor de tecnologia. “Além da célula especializada em banco de investimentos, formatamos uma área comercial focada em tecnologia, o que certamente nos ajuda a atender melhor os clientes e parceiros.”

Segundo o executivo, o chamado núcleo tech mapeou aproximadamente 1.200 empresas que poderão de alguma forma gerar bons negócios. Não se trata, porém, do único nicho em operação dentro do Itaú BBA.

Há outras células integradas por times especializados em setores tão diversos quanto agronegócio e imobiliário, educacional e elétrico, saúde e varejista. Há pouco mais de um mês, foi criado um grupo especializado em operações ESG, que deverão ganhar impulso nos próximos anos.

O Itaú BBA também fortaleceu o time de profissionais. Ao todo, a equipe do banco de investimentos é formada por cerca de 300 colaboradores.

“Não podemos dormir no ponto, porque existe uma concorrência muito forte no mercado”, afirma Cristiano Guimarães. “Aqui a gente não para”. A julgar pelos excelentes resultados obtidos em 2021, o Itaú BBA está de olhos bem abertos.

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