Por que o íon representa uma revolução no mundo dos investimentos

Depois da navegação inspirada nas redes sociais e do agregador de carteiras, a plataforma se prepara para trazer recomendações de investimentos, ser acessível para correntistas de outros bancos e oferecer conteúdo personalizado

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Um dos versos mais marcantes da canção “Revolution”, hino inesquecível dos Beatles, diz que “todos nós queremos mudar o mundo.” Maior banco do País, o Itaú Unibanco pretende, à sua maneira, transformar o jeito de investir.

Essa é a premissa por trás da plataforma de investimentos íon, estrela de uma campanha publicitária de alcance nacional lançada há alguns dias pelo Itaú. Não à toa, “Revolution” é a música-tema da ação de marketing do banco.

“O íon possui diversas características que o tornam único no mercado”, diz Claudio Sanches, diretor de Produtos de Investimento e Previdência do Itaú Unibanco. “A começar pela experiência que proporciona aos clientes.”

Uma das principais revoluções trazidas pelo aplicativo diz respeito ao jeito de navegar pela plataforma – a experiência do usuário é, de fato, diferente do que se vê em outros apps de investimentos.

Em geral, ao entrar nos aplicativos disponíveis no mercado a pessoa se depara com um listão de produtos. “Isso é uma tortura”, resume Sanches.

No íon, uma prateleira semelhante à do streaming da Netflix traz destaques como “mais buscados dos últimos sete dias”, “lançamentos” e “maiores rentabilidades.”

Com isso, fica fácil localizar um produto em particular, sem que se perca tempo com pesquisas maçantes. Em suma, é o que o Itaú chama de navegação amigável.

Há outros aspectos que tornam a experiência mais prazerosa e, portanto, sintonizada com os novos tempos. Assim que fazem o login na plataforma, os investidores se deparam com recursos parecidos com os stories do Instagram.

Os investidores se deparam com recursos parecidos com os stories do Instagram

Entre outros conteúdos, os stories do íon trazem informações relacionadas aos investimentos dos usuários. “Essas pílulas contextualizam rapidamente quem acessa o app sobre o que está acontecendo mundo afora e o que poderá impactar os seus investimentos”, reforça Sanches.

É interessante a forma como o íon apresenta o noticiário do mercado. As informações aparecem como um feed ao estilo do Facebook, o que também deixa evidente a intenção do Itaú de fazer de seu app uma plataforma comparável às redes sociais.

Basta deslizar a tela para encontrar as principais notícias do dia, além de conteúdos exclusivos, com análises macroeconômicas e reportagens na área de finanças, economia e até comportamento.

“Obviamente, olhamos para a indústria financeira no processo de criação do íon”, revela o executivo do Itaú. “Mas ela está longe de ter sido a nossa principal inspiração. Buscamos referências na Amazon, no Google, no Facebook, no Instagram, no WhatsApp…”, diz Sanches.

“Buscamos referências na Amazon, no Google, no Facebook, no Instagram, no WhatsApp…”, diz Claudio Sanches, diretor de Produtos de Investimento e Previdência do Itaú Unibanco

O design do aplicativo foi concebido pela americana Work & Co, especializada na criação de produtos digitais. Entre outros projetos, a empresa é reconhecida por ter redesenhado o intrincado mapa do metrô de Nova York, tornando-o mais dinâmico quando baixado no app do sistema de transporte da cidade.

Com a ajuda dos clientes

O íon começou a ser planejado em 2019, antes da pandemia, mas ele não é um projeto de dentro para fora. Ao contrário, os clientes tiveram papel decisivo em sua formulação.

O Itaú realizou várias rodadas de pesquisas para entender o que os investidores desejavam. Uma das solicitações era que o app contasse com um hub de notícias, eliminando a necessidade de o usuário buscar informações em outras fontes.

Outra demanda foi que a plataforma funcionasse como corretora e com a solução de home broker. Um terceiro pedido dos investidores era que o app fosse capaz de agregar diversas carteiras em um único lugar, inclusive aquelas baseadas em outras instituições financeiras.

Todas as solicitações acima foram atendidas, mas não exatamente no mesmo momento. Lançado como MVP (Mínimo Produto Viável) no final de 2020, o app foi evoluindo com o passar do tempo.

Depois do hub de notícias e do home broker, o agregador de investimentos estreou em junho passado. Trata-se da primeira plataforma de instituição bancária do Brasil a oferecer a funcionalidade.

Com a solução, criada em parceria com a startup Olivia, é possível visualizar, em um único painel, até oito carteiras distintas, de diferentes contas do Itaú, de outros bancos ou até mesmo de corretoras.

A novidade prepara o Itaú para o desafio do open banking, que consiste no compartilhamento de dados e transações bancárias entre as instituições financeiras. Em fase de implementação no Brasil, o open banking deverá levar a grandes mudanças no sistema bancário do País.

Os usuários do app que são correntistas do Itaú conseguem fazer alocações em produtos do banco diretamente na plataforma. Por enquanto, porém, a função não se aplica às carteiras de outras instituições financeiras visualizadas no agregador.

Por enquanto, ressalte-se. “O íon está em permanente evolução”, diz Sanches. “Ele nunca ficará pronto, é um processo contínuo de melhorias e atualizações.” Para isso, conta com uma estrutura formada por 230 profissionais, entre colaboradores do banco e parceiros.

O conceito é levado ao extremo pelo Itaú. Até o final do ano, a ideia é oferecer recomendações de investimentos aos usuários. Sanches garante que o serviço terá total independência. “Se o melhor para o cliente for um produto de outra instituição, não teremos problema nenhum em recomendar”, diz.

Não é só. No primeiro semestre do ano que vem, a plataforma deverá ser aberta para não correntistas, o que permitirá que qualquer pessoa, mesmo não sendo cliente do Itaú, possa acessar o íon.

É possível visualizar, em um único painel, até oito carteiras distintas, de diferentes contas do Itaú, de outros bancos ou até mesmo de corretoras

Outro projeto em gestação é a personalização do conteúdo. Se o cliente tem ações da Vale, por exemplo, o algoritmo conseguirá identificar e fornecer notícias sobre a empresa.

Uma mudança possível é, no futuro próximo, fazer do app uma verdadeira rede social, com os usuários interagindo entre si. Todas as inovações, lembra Sanches, dependem principalmente dos anseios dos investidores, porque são eles que determinam qual caminho o app irá seguir.

Atualmente, são cerca 100 mil usuários e R$ 150 milhões em aplicações feitas diretamente pelo app. Os dados, é bom lembrar, ainda não capturaram completamente os efeitos da campanha publicitária recém-lançada na TV aberta pelo Itaú.

O potencial de crescimento da plataforma é estrondoso. Como um todo, o Itaú conta com um universo de cerca de 6 milhões de investidores, e é esse o público potencial do app. Até o final do ano, o objetivo é chegar a 500 mil usuários. Como na música dos Beatles, a revolução já começou.

Para mais informações, clique aqui.

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