Apresentado por MRV&CO

Como a MRV&CO se tornou uma plataforma completa de habitação

Maior construtora residencial da América Latina, a MRV&CO amplia portfólio de produtos, que vai de empreendimentos populares até a classe média e passa por uma operação de aluguel de imóveis, no Brasil e nos EUA, e outra de loteamento. Nova estratégia funciona e leva empresa a alcançar resultados sólidos em 2020

 

Rafael Menin, copresidente da MRV

A trajetória de grandes empresas costuma ser marcada por decisões difíceis. Em 2017, a MRV já era a maior construtora residencial da América Latina com foco na habitação popular, atividade que a transformou numa potência do continente. Mesmo assim, movida a desafios, a empresa decidiu ampliar o portfólio de produtos e, assim, arriscar-se em novos negócios.

“Optamos pelo caminho mais complexo – e acertamos”, diz Rafael Menin, copresidente da MRV. Para dar consistência ao projeto, foi escolhido o nome MRV&CO que passou a reunir, além da empresa-mãe (a MRV), as marcas Luggo (criada em 2018), Sensia (nascida em 2020) e AHS (também 2020), além da Urba, que existia desde 2012.

Todas estão inevitavelmente ligadas ao setor de habitação, mas atendem a mercado distintos, e com propostas de negócios diferentes. “A escolha que fizemos lá atrás se reflete agora nos resultados da companhia”, reforça o executivo.

O primeiro balanço consolidado do grupo MRV&CO, que acabaria sendo oficialmente criado em outubro de 2019, na ocasião das comemorações dos 40 anos da companhia, demonstra, de fato, que a opção por desbravar mercados ainda inexplorados fez todo o sentido.

Em 2020, as vendas das 54 mil unidades da MRV&CO somaram R$ 8,7 bilhões, o melhor resultado da história da companhia. O ano também marcou o maior volume de lançamentos já registrado pelo grupo. Eles totalizaram R$ 7,7 bilhões, um acréscimo de 11,6% sobre 2019.

Os números mostram que a empresa terminou o ano melhor do que começou, com a forte aceleração dos negócios. No quarto trimestre, a geração de caixa somou R$ 175 milhões, um aumento de 8,5% em relação aos três meses anteriores.

Menin destaca os pontos essenciais para o desempenho. “O primeiro deles foi, sem dúvida, a maior oferta de produtos”, diz. A Luggo, por exemplo, é uma divisão de aluguel de imóveis que quase dobrou de tamanho. “A empresa está arrebentando”, brinca Menin.

A escalada de crescimento também foi observada na AHS, uma companhia dos Estados Unidos comprada no início de 2020 e que atua na construção e locação das unidades para a classe média americana. Com ramificações na Flórida, Texas e Geórgia, a AHS concluiu recentemente a venda do empreendimento Deering Groves, em Miami, por R$ 296 milhões.

Os pilares da MRV&CO são construídos de tijolo em tijolo. No fim do ano passado, o grupo lançou uma iniciativa inédita em sua trajetória: empreendimentos voltados para a classe média. Trata-se da empresa Sensia, com imóveis destinados para as faixas de renda familiar entre R$ 7 mil e R$ 11 mil. “O nosso primeiro empreendimento da marca Sensia vendeu 16% das unidades em cinco dias”, afirma Ricardo Paixão, CFO do grupo.

Os novos produtos deram fôlego extra, mas os antigos continuaram trazendo bons resultados. O programa popular Casa Verde e Amarela (antigo Minha Casa, Minha Vida) mais uma vez impulsionou a MRV. Em número de unidades, as vendas líquidas subiram 30,3% em 2020 diante de 2019. A Urba, braço de loteamentos do grupo, viu o total de unidades lançadas aumentar 22,5% no ano passado.

O copresidente do grupo destaca outros aspectos responsáveis pela performance. Para ele, a habitação certamente sairá como a indústria vencedora da crise sanitária. “A importância da casa foi ressaltada durante a pandemia”, afirma. Ele lembra que a queda dos juros para os financiamentos também foi positiva, beneficiando especialmente a classe média.

Inquieta, a MRV&CO está focada agora em oferecer a melhor experiência possível para os clientes. “Estamos desenvolvendo soluções capazes de proporcionar tudo o que a pessoa precisa para a casa”, diz Menin. Sim, quase tudo. Desde a decoração até a conectividade, de descontos na conta de luz à compra de eletrodomésticos.

Nos sites da empresa, o cliente encontra um marketplace com diversos tipos de serviços e ofertas. Uma parceria com empresas de móveis planejados permitiu que o comprador ou locatário da MRV&CO tenha descontos na aquisição, por exemplo, de armários embutidos. Como as unidades da empresa são padronizadas, o que reduz consideravelmente os problemas de instalação, é mais fácil realizar promoções desse tipo.

Na área de energia, o grupo mantém acordos com duas operadoras de energia que oferecem para os clientes descontos de até 20% nas contas de luz. “Na verdade, criamos uma verdadeira plataforma de habitação que atenderá a todos os interesses e necessidades do cliente”, diz Menin.

O empresário diz que todas essas iniciativas são resultado sobretudo da vocação inovadora da empresa. De fato, poucas companhias do setor são tão atentas a essa questão. Nos últimos anos, o grupo desembolsou R$ 500 milhões no desenvolvimento de novas tecnologias e projetos digitais. Em 2021, serão R$ 150 milhões.

Como as empresas do grupo são interligadas, uma determinada inovação – um sistema de construção, por exemplo – pode ser replicada em diversas frentes, seja na habitação popular ou na Sensia, destinada à classe média. Sob diversos aspectos, essa sinergia assegura tremenda vantagem competitiva.

O vigor financeiro também permite à MRV&CO reforçar as iniciativas ligadas à agenda ESG (sigla para Environmental, Social and Corporate Governance). Os compromissos sociais são expressos em melhorias urbanas nos arredores de seus empreendimentos, como obras de pavimentação, construção de estações de tratamento de água e esgoto, parques e ciclovias, entre outras melhorias dos equipamentos públicos.

Em 2020, o grupo desembolsou R$ 230 milhões em projetos desse tipo. “Nenhuma empresa no Brasil, e talvez no mundo, oferece soluções tão completas no setor de habitação”, diz Menin. “Nós estamos realmente fazendo a diferença.” Os números estão aí para provar que o executivo tem razão.

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