Sete vezes campeão: Bradesco BBI alcança o topo do mercado brasileiro

Pela sétima vez, publicação americana Global Finance escolhe o BBI como o melhor banco de investimento do Brasil. Operações no mercado de dívida, financiamentos via equity e assessoria em projetos de M&A foram vitais para o resultado

0
164
Leia em 6 min

A sede do Bradesco BBI, em São Paulo, entre as avenidas JK e Faria Lima

O ano de 2021 ficará marcado como aquele em que o mundo começou a respirar um pouco mais aliviado. A trégua da pandemia levou a um efeito imediato nos negócios: as atividades econômicas retomaram certa normalidade e muitas empresas buscaram novos caminhos para se capitalizar.

Foi esse contexto que norteou a nova edição do prêmio anual oferecido pela Global Finance, uma das principais publicações sobre a indústria financeira global.

Fundada em 1987, a Global Finance tem sede em Nova York e escritórios em Londres e Milão. Suas sofisticadas análises e reportagens chegam a leitores de 163 países, especialmente CEOs, CFOs e membros de conselhos de administração.

Segundo a publicação, uma das missões do prêmio é ajudar esse público a identificar quais são os bancos que não apenas possuem a melhor expertise em suas áreas de atuação, mas reconhecer aqueles que aproveitaram as oportunidades surgidas em 2021.

No ano da reconstrução da economia global, o Bradesco BBI foi eleito pela Global Finance o melhor banco de investimento do Brasil. Trata-se da sétima vez em que a instituição brasileira conquistou a honraria, mas agora o sabor revelou-se ainda mais especial.

Afinal, o ano foi marcado por uma série de recordes. Em 2021, o volume movimentado em operações no mercado de capitais brasileiro (somando dívida, equity e produtos híbridos como fundos de investimentos imobiliários) foi de R$ 596 bilhões, de acordo com dados da Anbima. Cinco anos atrás, o montante era de R$ 126 bilhões.

“Observamos em 2021 uma mudança na forma de as companhias fazerem negócios e captarem dinheiro”, diz Felipe Thut, managing director e head do Bradesco BBI

“Também observamos em 2021 uma mudança na forma de as companhias fazerem negócios e captarem dinheiro”, diz Felipe Thut, managing director e head do Bradesco BBI. “Houve um processo de consolidação muito grande em diversos setores e nós fomos protagonistas desse movimento.”

Para que a consolidação seja efetiva, lembra Thut, as empresas precisam recorrer a três produtos oferecidos pelos bancos de investimentos: o financiamento via dívida, o financiamento via equity e assessoria em projetos de M&A. O BBI se destacou em cada uma dessas frentes.

No primeiro braço de negócios, o desempenho do Bradesco BBI foi incontestável: em 2021, o banco ocupou o primeiro lugar no ranking de títulos de dívida emitidos por companhias brasileiras no mercado internacional.

“Lideramos as emissões de bonds, em um mercado em que competimos com os bancos globais”, ressalta Thut. “É emblemático que uma instituição brasileira ocupe essa posição.”

Entre outras operações de renda fixa, uma das mais marcantes do ano passado foi a venda de debêntures participativas da Vale detidas pela União e BNDES, a maior oferta do mercado de capitais do ano no Brasil e a maior oferta de debêntures da história do país.

Realizada em abril, a transação teve o BBI como coordenador-líder e movimentou R$ 11,6 bilhões. Ela chama a atenção por vários aspectos. É inovadora – a capacidade para inovar foi um dos critérios do prêmio da Global Finance – por combinar um título de dívida com renda variável, na medida em que remunera seus detentores de acordo com a receita da Vale, além de ter sido a primeira oferta pública secundária de debêntures no Brasil.

“Para a operação ter sido bem-sucedida, foi importante ter um time forte tanto de dívida quanto de equity”, diz o head do BBI. “Ela é também um exemplo da eficiência de nossa plataforma de distribuição, combinando investidores internacionais âncoras, hedge-funds locais e multi-family offices.”

Thut destaca a participação do Bradesco BBI no leilão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), um importante marco para o setor brasileiro de saneamento.

O BBI apoiou praticamente todos os participantes do leilão, com destaque para o financiamento de R$ 7,3 bilhões para o Consórcio Iguá, que levou o bloco 2, e de R$ 7,8 bilhões para o Consórcio Aegea, que ficou com os blocos 1 e 4.

Na área de equity, o BBI teve em 2021 o ano mais movimentado de sua história. Foram 33 transações no total – o maior volume de todos os tempos – em setores tão diversos quanto varejo, tecnologia, energia e financeiro, entre outros.

Thut destaca o follow on do Banco Inter, realizado em junho do ano passado, como um exemplo de relacionamentos que perduram ao longo dos anos entre o BBI e seus parceiros de negócios.

O BBI liderou o IPO do Inter em 2018 e, desde então, foi o coordenador-líder de três follow ons realizados pela instituição, algo raro na indústria financeira. “Fomos o único banco que esteve em todas as transações de Equity Capital Markets do Banco Inter”, aponta o executivo.

A nova realidade dos mercados em 2021 impulsionou o movimento de M&A no Brasil. Para se tornarem mais eficientes, muitas empresas decidiram ir às compras. Nesse processo, companhias que saíram fragilizadas da crise do coronavírus acabaram se tornando alvos de aquisição, e o resultado foi a aceleração de novos negócios.

Em 2021, o Bradesco BBI participou de 93 operações de M&A, mais um recorde na trajetória da instituição

Em 2021, o Bradesco BBI participou de 93 operações de M&A, mais um recorde na trajetória da instituição. Entre elas, assessorou a Ambipar na compra da chilena Disal, por R$ 900 milhões, e representou o Grupo Pão de Açúcar na separação do Assaí, sua atividade de atacarejo, que movimentou mais de R$ 23 bilhões.

Ambas as operações comprovaram a capacidade do Bradesco BBI de assessorar clientes em transações de M&A no Brasil e no exterior. O ótimo desempenho no BBI no ano passado é fruto do trabalho árduo de 250 profissionais que atuam nas unidades de negócios de Investment Banking e Global Markets, distribuídos entre São Paulo, Nova York, Londres e Hong Kong.

Novos projetos vêm por aí. Duas células de negócios criadas recentemente deverão aproximar o BBI de tendências irrefreáveis para o futuro: tecnologia e a agenda ESG.

O BBI Tech, diz Thut, nasceu do desejo de apoiar startups que possam se tornar os próximos unicórnios. O núcleo irá reunir diferentes área do banco e aproveitar a sinergia com o Bradesco para oferecer oportunidades para as empresas iniciantes.

O objetivo é estar ao lado das startups ao longo de suas trajetórias, seja oferecendo serviços bancários, fornecendo crédito ou as assessorando para trazer capital. E no futuro, quem saber, ajudá-las a fazer o IPO.

A mesma lógica vale para a célula ESG. Ela está integrada à área de sustentabilidade do Bradesco e aproximará a instituição de uma agenda que certamente balizará o futuro.

Leia também