Depois de anos andando de lado, as small caps começaram a dar sinais mais consistentes de recuperação em 2025. No Janela de Mercado, programa do NeoFeed que entrevista os principais gestores e analistas de renda variável, Rodolfo Amstalden, CEO da Empiricus, afirma que esse movimento ainda não se esgotou.
A carteira de small e micro caps acompanhada pela casa acumulou uma valorização superior a 60% no ano passado, refletindo uma virada relevante no humor do mercado. Para 2026, a leitura é de um cenário ainda favorável, como extensão do ciclo iniciado em 2025, embora sem a expectativa de repetir o mesmo nível de retorno.
Segundo Amstalden, a recuperação da Bolsa costuma acontecer em ondas. Primeiro, o investidor estrangeiro volta aos papéis mais líquidos, ajudando a destravar o mercado. Em um segundo momento, o investidor local passa a assumir mais risco, movimento que tende a beneficiar as empresas menores.
Apesar do potencial, small caps não são indicadas para todos os perfis. A maior volatilidade e a menor liquidez exigem experiência e capacidade de lidar com oscilações mais intensas. Para investidores mais moderados, Amstalden vê sentido em uma exposição limitada, em torno de 10% da carteira. Já para os mais arrojados, essa fatia pode chegar a 30%.
A seleção dos ativos, porém, não parte da busca pelas ações mais “baratas” da Bolsa. O foco está em negócios sólidos, com boa geração de caixa e alavancagem controlada.
No vídeo, Amstalden detalha como enxerga o cenário para 2026 e quais características considera essenciais nas small caps que merecem espaço na carteira neste ano.