Apresentado por JBS

Na JBS, o blockchain vira trunfo para proteger a Amazônia

Como a empresa está incorporando essa tecnologia para reforçar o monitoramento socioambiental da região e o impacto que isso pode ter na Amazônia

 

Há 10 anos, a JBS monitora, via satélite, 100% de seus fornecedores diretos de bovinos na Amazônia, para garantir que nenhum deles tenha algum passivo ambiental. A política de compra responsável da empresa, segunda maior indústria de alimentos do mundo, é de desmatamento ilegal zero.

Agora, esse sistema de monitoramento, que inclui 50 mil fazendas espalhadas por 45 milhões de hectares, área maior que o território da Alemanha, será expandido para os fornecedores de seus fornecedores de bovinos, por meio de uma plataforma que usa a tecnologia blockchain.

O anúncio faz parte do programa Juntos pela Amazônia, conjunto de iniciativas que inclui, além da Plataforma Verde JBS, o Fundo JBS pela Amazônia. A empresa fará um aporte inicial de R$ 250 milhões, mas o Fundo será aberto a contribuições externas e poderá chegar a R$ 1 bilhão até 2030. Os recursos captados serão usados para financiar iniciativas de conservação da floresta e de desenvolvimento sustentável dos mais de 20 milhões de pessoas que moram na região, além de apoiar pesquisas tecnológicas e científicas.

Atualmente, o monitoramento socioambiental não chega nos chamados fornecedores dos fornecedores, como os criadores de bezerros, por exemplo. O que a JBS quer fazer, com o consentimento dos produtores, é acessar informações das Guias de Trânsito Animal (GTAs) de forma automatizada e sem ter acesso a informações sensíveis para os fornecedores.

A partir do acesso a essas informações, a Companhia saberá exatamente de onde aqueles animais vêm. E, por meio do sistema de monitoramento via satélite que já existe, saberá se a fazenda desse fornecedor tem algum passivo. Os dados analisados pelo monitoramento incluem desmatamento, invasão de terras indígenas, unidades de conservação ambiental, lista do Ibama de áreas embargadas e casos de trabalho análogo à escravidão.

As GTAs têm muitas informações sensíveis do ponto de vista comercial. É aí que entra a importância do uso do blockchain, tecnologia que garante o sigilo dos dados. “A plataforma vai identificar apenas as informações sobre propriedades e mandar eletronicamente para o sistema de monitoramento. Elas serão submetidas ao mesmo protocolo de análise já consolidado, e esses dados vão ser devolvidos eletronicamente para a estrutura blockchain, acessada pelo fornecedor”, diz Márcio Nappo, diretor de Sustentabilidade da JBS. “Como a gente costuma dizer, é um cofre digital: a informação que você colocar lá fica muito bem guardada”, diz.

Trata-se de uma estratégia de longo prazo que integra a Plataforma Verde JBS. Existe uma demanda do próprio mercado consumidor por maior transparência na cadeia de produção e pelo monitoramento dos produtos.

A estratégia para chegar ao fornecedor do fornecedor será colocada em prática em alguns estágios. Até 2025, a adesão dos produtores será voluntária. O início será em Mato Grosso, estado escolhido como piloto. Ao longo de 2021, detalhes da operação serão ajustados. A expansão seguirá por outros estados. “Em 2025, quando a gente virar a chave, a adesão será obrigatória. É uma estratégia de transição de cinco anos para fazer uma verdadeira revolução”, diz Nappo.

O engajamento dos fornecedores será vital para o sucesso do projeto. E a JBS elaborou um plano que reforça o relacionamento que já mantém com os produtores. Em cada unidade de abate na região amazônica será instalado um Escritório Verde, ao lado da já existente Sala do Pecuarista.

Nesse novo espaço, equipes dedicadas vão fazer toda a comunicação da estratégia da Plataforma Verde JBS e ajudar os fornecedores dos fornecedores com problemas a regularizar a situação. Esse apoio será feito por meio de assessoria técnica, ambiental e de produção. As ferramentas que a JBS oferecerá aos produtores incluem auxílio jurídico, planos de reflorestamento que atendam a legislação e métodos capazes de aumentar a produtividade por hectare.

“Tentamos analisar a questão toda da regularização da forma mais holística possível, olhando para todas as possibilidades”, afirma Nappo. O projeto é ambicioso e prevê grandes mudanças para todo o ciclo de produção. “A JBS não está construindo uma solução individual para a Companhia, mas, sim, uma solução setorial”, diz Nappo.

A empresa fará um aporte inicial de R$ 250 milhões, mas o Fundo será aberto a contribuições externas e poderá chegar a R$ 1 bilhão até 2030

Em 2025, o acesso à plataforma de blockchain será aberto a todos, incluindo indústrias concorrentes. Para a JBS, a adesão de mais players dará força e velocidade ao processo. “Sozinhos, a gente não vai resolver o problema da Amazônia, que é quase um continente. Precisamos trazer toda a cadeia de fornecimento”, diz Nappo.

A regularização das propriedades e o cumprimento do Código Florestal, o mais avançado do mundo, é o primeiro passo. “Queremos garantir segurança ambiental, jurídica e alimentar”, afirma Nappo. “Os fundamentos de uma pecuária moderna.”

Para mais informações sobre o projeto, é só clicar neste link: Juntos pela Amazônia

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