O setor de saúde passa por um processo acelerado de consolidação na Bolsa brasileira, o que vem ampliando o espaço dos grandes grupos. A tendência é que esse movimento continue, segundo Max Bohm, estrategista da Nomos, em entrevista ao Janela de Mercado, programa do NeoFeed que dá voz a alguns dos principais nomes da estratégia em renda variável no Brasil.
As melhoras do emprego e da renda tendem a ampliar o acesso da população aos planos de saúde, em um país onde depender exclusivamente do sistema público ainda é um desafio relevante. “Devemos ver uma continuidade da consolidação, com os grandes grupos ganhando presença no território brasileiro”, afirma Bohm.
Dentro desse cenário, há três tipos de empresas. As primeiras são aquelas que conseguiram capturar melhor os ganhos da consolidação recente, com evolução de margens e desalavancagem financeira,.
Na sequência, aparecem as que estão em estágio mais maduro, com crescimento mais moderado, mas forte geração de caixa e distribuição de dividendos. E, por fim, as companhias que enfrentam desafios operacionais, como aumento de custos e sinistralidade.
“É um setor de crescimento, mas que exige muita atenção a custos e sinistralidade, porque qualquer deslize impacta diretamente as margens”, diz o estrategista.
Para o investidor, portanto, a estratégia passa menos por “estar ou não” no setor e mais por entender quais empresas conseguem equilibrar crescimento com eficiência operacional.
Assista ao vídeo acima para entender em quais ações do setor de saúde Bohm recomenda investir neste momento.