Gestora americana de private equity, a General Atlantic está preparando mais uma “coreografia” com a ByteDance. E, esse novo passo, ainda restrito aos bastidores, trouxe à tona uma dança bilionária de números.

Segundo a agência Reuters, que cita fontes próximas às empresas, a General Atlantic está mantendo conversas para a venda de parte da fatia que detém na gigante chinesa de redes sociais, dona do TikTok, num acordo que avalia a companhia em US$ 550 bilhões.

Caso seja concluído nesses termos, o acordo vai se traduzir em um salto de 66% no valuation da ByteDance desde que a companhia fez um programa de recompra de ações, em 2025, que avaliou seu negócio em mais de US$ 330 bilhões.

Ao mesmo tempo, a venda da fatia da General Atlantic também vai representar um crescimento de 15% na comparação com outra transação realizada pela gigante chinesa no mercado secundário, após a primeira recompra de ações, quando, segundo fontes, foi avaliada em US$ 480 bilhões.

A relação entre a General Atlantic e a ByteDance começou em 2017, quando a gestora fez seu primeiro investimento na empresa, na época, avaliada em aproximadamente US$ 20 bilhões.

O processo de venda de parte das ações na operação, por sua vez, teve início nas últimas semanas e a expectativa é de que a transação seja concluída em março. Não há, porém, detalhes sobre a participação que a gestora manterá na empresa de redes sociais após esse desfecho.

Essa valorização acentuada reforça a perspectiva de outros investidores da ByteDance de obter retornos expressivos quando a empresa finalmente estrear no mercado de capitais. O cap table do grupo tem ainda nomes como KKR, Susquehanna International Group e Primavera Capital Group.

As conversas para a venda da fatia da General Atlantic acontecem enquanto alguns dos fundos da gestora se aproximam do fim do seu ciclo. Em geral, esses veículos têm cerca de 10 a 12 anos para captar recursos, investir e trazer retorno aos investidores.

Sob a ótica da ByteDance, esse seria o primeiro negócio desde que a empresa bateu o martelo para a venda das operações do TikTok nos Estados Unidos, evitando assim o banimento do aplicativo no mercado americano, após um imbróglio que já se arrastava por quase seis anos.

O acordo em questão envolveu a participação de investidores americanos e globais, como Oracle, Silver Lake e MGX, que passaram a ter uma participação de 80,1% na nova companhia. A ByteDance, por sua vez, manteve uma fatia de 19,9% nessa operação americana.

No decorrer de 2025, em paralelo a essa saga, a ByteDance ultrapassou a Meta, dona do Instagram e do Facebook, e tornou-se a maior empresa de redes sociais em faturamento, segundo a Reuters. A agência também ressaltou que a companhia pode ter fechado o ano com um lucro de cerca de US$ 48 bilhões.