A Riachuelo deve anunciar, em breve, uma oferta subsequente de ações (follow-on), em uma operação 100% primária que deve levantar entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões, segundo fontes ouvidas pelo NeoFeed. O sindicato da oferta será formado por BTG Pactual, Itaú BBA, Bradesco BBI e UBS BB.

O objetivo central da operação é aumentar o free float da empresa, ampliando a liquidez dos papéis na B3, e reforçar a capacidade de investimento em verticais em expansão, além de sustentar o plano de abertura de novas lojas. O anúncio oficial deve ocorrer em breve.

A movimentação vem na esteira de uma fase operacional positiva da controladora Guararapes. Em 2025, o grupo fechou o ano com lucro líquido de R$ 512,1 milhões, alta de 117,8%, e um Ebitda recorde de R$ 1,75 bilhão. A margem bruta de vestuário atingiu 56,7%, o maior nível dos últimos sete anos.

A empresa também ampliou frentes de crescimento: estuda acelerar a expansão da Riachuelo, com planos de abrir 15 a 20 lojas por ano, totalizando até 90 unidades em cinco anos; testa novos formatos, como a loja pop-up em Pinheiros; e lançou coleções que reforçam o posicionamento de moda e inovação.

A estratégia faz parte do ciclo de reestruturação iniciado em 2023, sob liderança do CEO André Farber, que tem elevado a eficiência do modelo verticalizado que integra produção, distribuição e varejo.

Outro movimento relevante do grupo foi a venda do Midway Mall por R$ 1,6 bilhão, reforçando a desalavancagem e a reorganização de capital. Além disso, a companhia avalia alternativas para melhorar a liquidez das ações, embora não tenha confirmado publicamente uma oferta — tema que ganhou força com o follow-on da Riachuelo nos bastidores do mercado.