Em setembro do ano passado, o NeoFeed informou que a Oncoclínicas iria trocar o seu CEO, Bruno Ferrari. Na época, a empresa negou. E o próprio empresário disse que ficaria à frente da rede de hospitais para tratamentos oncológicos, em entrevista no fim daquele mês.

Mas o NeoFeed estava certo. A Oncoclínicas vai mesmo trocar o seu CEO. E três nomes surgem como candidatos para a vaga de Ferrari, que vai se dedicar apenas ao conselho de administração.

Segundo apurou o NeoFeed, a Spencer Stuart, que está conduzindo o processo, mantém conversas com três nomes: Irlau Machado, ex-CEO da NotreDame Intermédica; Ricardo Bottas, atual CFO da LATAM Airlines e ex-CEO da Amil; e Fabio Schvartzman, ex-CEO da Vale.

Machado, cujo nome foi publicado em primeira mão pelo Brazil Journal, estaria em conversas avançadas. Mas, segundo informações do NeoFeed, não há ainda nenhum contrato assinado com ele, nem com os outros candidatos.

A discussão sobre a troca de CEO na Oncoclínicas vem sendo encabeçada pela Latache desde o ano passado e ganhou tração após a gestora conseguir a maioria no conselho de administração, em uma assembleia geral extraordinária (AGE) realizada nesta semana.

Da chapa proposta pela Latache, cinco dos sete membros foram eleitos. Os outros dois assentos no conselho ficaram com indicados do Goldman Sachs, maior acionista individual da companhia.

Mesmo com menor peso que os americanos, a Latache se valeu do apoio de outros investidores que ganharam maior peso na Oncoclínicas após o aumento de capital que converteu parte da dívida em participação acionária. Entre eles, o Santander, Arc Capital e o Banco Original.

No novo conselho, ficou determinado que Bruno Ferrari será o vice-presidente, enquanto Marcelo Gasparino, o chairman da Oncoclínicas.

A saída da atual diretoria da Oncoclínicas é um desejo antigo do mercado, após sucessivos erros no processo de crescimento da companhia após o IPO, em 2021, que culminaram em um elevado nível de endividamento.

A tendência é que o novo CEO da Oncoclínicas restrinja o foco da companhia ao atendimento especializado em oncologia, seu core business. O movimento de back to the basics já vem sendo adotado desde o ano passado, com desinvestimentos em áreas não prioritárias, como a venda de hospitais e a interrupção de contratos de built to suit.