A internacionalização do patrimônio do brasileiro deixou de ser uma agenda restrita aos clientes de grande patrimônio e passou a abrir uma nova frente de disputa entre assessorias, consultorias e gestoras, das quais a corretora internacional Avenue quer participar.
“O brasileiro não tem 2% da alocação dele lá fora. Há uma oportunidade imensa de crescimento. E para isso acontecer é preciso que todo o ecossistema de investimentos se vire para isso”, diz Lucas Feitosa, diretor de parcerias institucionais da Avenue, no Wealth Point, programa do NeoFeed.
Para a companhia, esse avanço não passa apenas pelo investidor pessoa física que decide abrir, sozinho, uma conta no exterior, tese que a Avenue tinha quando foi criada em 2018. Ele depende cada vez mais das estruturas que já organizam a vida financeira desse cliente no Brasil e que agora tentam estender essa relação também para fora.
Desde 2021, a Avenue criou uma vertical institucional para ajudar as assessorias de investimento, as consultorias e os gestores de patrimônio. Hoje, já são mais de 800 parceiros.
Ao mesmo tempo, a empresa tenta ocupar um espaço que, segundo Feitosa, vem sendo deixado pelos bancos internacionais mais tradicionais, que só estão aceitando clientes com grandes fortunas e deixando de fora os "pequenos" milionários.
“O que a gente vê no mercado lá fora é que os bancos mais tradicionais, talvez em vez de desenvolver a tecnologia, estão subindo o sarrafo do atendimento, aumentando os mínimos de atendimento para US$ 5 milhões ou US$ 10 milhões”, afirma Feitosa.
Para capturar esse público (com fortunas entre R$ 10 milhões e 80 milhões) junto aos parceiros de investimento, a Avenue tenta reposicionar sua imagem nesse mercado. Depois de ter ficado associada à porta de entrada do investidor de varejo no exterior, a companhia quer ser percebida também como uma plataforma capaz de atender clientes de maior patrimônio.