Com a Selic iniciando um ciclo de queda, o mercado brasileiro vive um momento positivo, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro e pela valorização da Bolsa. Ao mesmo tempo, os juros começam a recuar, ainda que em um ritmo mais lento do que o esperado no início do ano. Para os fundos imobiliários, essa mudança é particularmente relevante.
Em entrevista ao Janela de Mercado, programa do NeoFeed que dá voz a analistas e estrategistas em renda variável, Carolina Borges, head da EQI Research, afirma que, historicamente, os fundos imobiliários se beneficiam de juros mais baixos, já que passam a competir com uma renda fixa menos atrativa e ganham valor com a redução das taxas de desconto, mas esse movimento não é imediato.
“Os fundos imobiliários acabam esperando uma visão mais concreta de como será esse ciclo de queda de juros”, diz Carolina Borges. Essa espera, porém, pode abrir uma janela de oportunidade: muitos fundos ainda negociam com desconto, antecipando apenas parcialmente o cenário de queda da Selic.
Outro ponto que sustenta o interesse na classe é o perfil de renda. Os FIIs seguem atraentes para quem busca renda passiva isenta de imposto de renda para pessoas físicas. Além disso, o acesso é amplo, com cotas sendo negociadas a partir de cerca de R$ 10.
Carolina alerta, no entanto, que, como ativos de renda variável, os fundos imobiliários oscilam diariamente e exigem análise mais criteriosa. Portanto, olhar apenas para o dividend yield pode ser um erro.
Assista ao vídeo para entender quais os FIIs selecionados pela head da EQI Research para ter na carteira.