A disparada recente do petróleo acima dos US$ 100, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, traz a dúvida para o investidor: ainda vale a pena surfar esse ciclo nas ações do setor? Segundo Vitor Sousa, analista da Genial Investimentos, a resposta passa menos pelo “agora” e mais pelo que já foi precificado.

Em entrevista ao Janela de Mercado, programa do NeoFeed que dá voz aos principais estrategistas de renda variável, ele destacou que o Brasil é exportador da commodity, o que ajuda tanto o fluxo de divisas quanto os resultados das petroleiras, em especial da Petrobras, que combina produção elevada no pré-sal com custos baixos de extração. O braço de refino, no entanto, pode atuar como amortecedor político de preços, limitando parte dos ganhos.

Entre as independentes, a Prio reúne crescimento de produção, redução de custos e captura de sinergias operacionais. Já a PetroReconcavo enfrenta um desafio mais estrutural. A dificuldade em expandir a produção limita a capacidade de capturar o ciclo positivo do petróleo.

Nesse caso, a valorização depende muito mais do preço da commodity, variável comum a todo o setor e não um diferencial competitivo.

Por fim, a Brava Energia carrega decisões financeiras que limitam o ganho com a alta do petróleo, o que reduz a conversão do cenário externo em geração de caixa.

Assista ao vídeo para entender quais dessas ações já estão no seu topo e quais ainda podem ter ganhos, segundo Sousa, diante do conflito no Irã.