Em um desempenho que superou a expectativa de mercado, o Nubank registrou um crescimento de 45% na receita em 2025, com US$ 16,4 bilhões. O lucro líquido, de US$ 2,9 bilhões, foi 51% acima do registrado no ano anterior. O ROE ficou em 30%, alta de dois pontos percentuais.
Itaú BBA, J.P. Morgan e Morgan Stanley projetavam números acima das expectativas, com expansão de margem. Segundo o consenso da Bloomberg, o lucro líquido ajustado esperado no quarto trimestre era de US$ 882 milhões - o Nubank entregou US$ 895 milhões.
Em volume de clientes, o crescimento foi de 15% no ano passado, agregando mais 17 milhões de novos usuários dos produtos do banco digital em 2025. O banco terminou o ano com uma base de 131 milhões de clientes, contra 114 milhões em 2024.
Somente no Brasil, são 113 milhões de usuários, o que coloca o banco fundado por David Vélez, Cristina Junqueira e Edward Wible como a maior instituição financeira privada do Brasil, à frente do Bradesco (cerca de 110 milhões). No México, são 14 milhões, e na Colômbia, 4,2 milhões.
“Crescemos nossa base, que já era grande, mais do que os cinco bancos incumbentes brasileiros juntos e de qualquer outra instituição da América Latina. O Nubank passou de uma fintech para uma plataforma dominante”, diz Guilherme Lago, CFO do Nubank, em entrevista ao NeoFeed.
Segundo o executivo, o resultado consistente mostra que o banco chega a 2026 com uma estrutura de capital muito forte. O volume de patrimônio é hoje 2,5 vezes acima do mínimo exigido pelas regras estabelecidas no Brasil, México e Colômbia, onde o banco atua.
“É um carro que está andando rápido, mas ainda com bastante gasolina no tanque para continuar seguindo bem, do ponto de vista de capital e de liquidez”, afirma.
No caso do Brasil, não foi só a base que cresceu. No balanço do ano, o Nubank reportou que a receita média mensal por cliente ativo saltou de US$ 10,20, em 2024, para US$ 13,30, uma evolução de 35% em 12 meses.
No caso de cartão de crédito, o Nubank registrou, no quarto trimestre, o maior crescimento de market share nos últimos 10 trimestres, com aumento de 0,5%. O produto ainda representa a maior parte do volume financeiro do banco.
Segundo Lago, o pedido de registro de licença nos Estados Unidos para operar como banco, que teve uma primeira aprovação em janeiro, deve representar um passo significativo para a expansão internacional da instituição.
No entanto, a expectativa é que ainda demore para que todas as etapas sejam efetivamente concluídas. “Esse processo nos Estados Unidos dura de um a dois anos. Não é algo que estamos contando para os próximos meses”, diz o CFO.
Em 12 meses, as ações do Nubank na Bolsa de Nova York registram valorização de 47,7%. No Brasil, o BDR ROXO34 acumula valorização de 34,2% no mesmo período. O banco está avaliada em US$ 80,3 bilhões.