Conhecido por uma série de embates entre empreendedores ícones que ajudaram a forjar o setor, o mercado de tecnologia está novamente no centro de uma grande disputa. E, desta vez, com o potencial de figurar como o maior confronto da história dos bits, bytes, algoritmos e afins.
Esse combate teve início na segunda-feira, 27 de abril, e promete se arrastar por pelo menos mais três semanas. O palco é o Tribunal Federal de Oakland, na Califórnia. E coloca frente a frente dois pesos-pesados dessa indústria: Elon Musk e a OpenAI, personificada na figura de Sam Altman, seu CEO.
Um dos fundadores da OpenAI, ao lado de Altman, Musk partiu para o ataque ao processar a empresa e o antigo sócio, alegando desvio da missão original de criar um laboratório de inteligência artificial (IA), baseado em códigos abertos e sem fins lucrativos, centrado em garantir benefícios para a humanidade.
No processo, ele pede uma indenização que pode variar de US$ 134 bilhões a US$ 180 bilhões - que seriam revertidos à fundação original -, a abertura dos códigos da OpenAI e o afastamento de Altman. E mira ainda a Microsoft, principal investidora da companhia.
“Na verdade, fui um tolo que deu financiamento gratuito para eles criarem uma empresa com fins lucrativos”, disse Musk, em depoimento no tribunal. “Acho que eles vão tentar complicar muito esse processo, mas na verdade é muito simples. Não é certo roubar uma instituição de caridade.”
Em sua defesa, entre outros pontos, a OpenAI rebate a versão de Musk ressaltando que ele não se opunha aos planos de criar um braço de fins lucrativos e teria tentado, inclusive, assumir o controle da operação nesse processo. E que a ação seria motivada por outras intenções, nada filantrópicas.
“Estamos aqui porque o Sr. Musk não conseguiu o que queria na OpenAI”, disse William Savitt, advogado da OpenAI. “Porque o sr. Musk agora compete com sua própria empresa de IA, chamada xAI. E, por ser um concorrente, ele fará tudo o que puder para atacar a OpenAI.”
O fato é que o cartel dos oponentes dá a dimensão desse imbróglio. Homem mais rico do mundo, Musk é dono de uma fortuna de US$ 673 bilhões. Já a OpenAI, dona do ChatGPT, um dos símbolos do frenesi da IA, está avaliada em US$ 852 bilhões.
À parte dos discursos de ambos, munidos ainda por supostas preocupações com os rumos da IA, a trama por trás dessa disputa é bastante complexa. E não são poucas as batalhas que levaram essa guerra à esfera judicial. Bem como as provocações trocadas antes dela chegar ao ringue.
Confira, abaixo, os oito rounds dessa contenda que ainda não chegou ao seu final:
Round 1 – O investimento de Musk
“Promover a inteligência artificial da maneira que seja mais benéfica para a humanidade como um todo, sem a restrição da necessidade de gerar retorno financeiro”. Em dezembro de 2015, essas foram as palavras escolhidas para anunciar e resumir os objetivos da OpenAI.
A operação nascia apoiada com o compromisso de um financiamento de US$ 1 bilhão. A cifra seria encampada por idealizadores da iniciativa, como Sam Altman, Greg Brockman e Ilya Sutskever. E por nomes como Peter Thiel e Reid Hoffman, que contribuíram com bons dígitos a essa soma.
Musk, para quem Altman apresentou o projeto sete meses antes, também embarcou na tese. Já famoso – e com a conta turbinada - pela Tesla, ele diz ter sido atraído pela proposta de criar um contraponto ao Google, que vinha investindo em IA, em sua visão, sem as devidas precauções, visando apenas o lucro.
No tribunal de Oakland, ele lembrou uma conversa que teria mantido com Larry Page para ilustrar essa preocupação. Segundo Musk, quando perguntado sobre o risco de a IA exterminar a humanidade, o cofundador do Google teria respondido que isso seria “aceitável”, desde que a IA sobrevivesse.
Enquanto Altman e seus colegas tinham um “trabalho árduo”, Musk aparecia a cada duas semanas para dar conselhos
Na tentativa de criar uma resposta ao que classificou como uma visão insana de Page, Musk, conhecido por suas bravatas, disse em diversas ocasiões ter sido o maior doador da “causa” da OpenAI. Entretanto, a imprecisão nos valores destinados foi a tônica dessas afirmações ao longo do tempo.
Esse martelo foi batido, no entanto, nos tribunais. Em depoimento que se estendeu por três dias na primeira semana do julgamento, o bilionário admitiu que investiu cerca de US$ 38 milhões no projeto. Mas fez questão de ressaltar que sua contribuição foi muito além desse montante.
“Tive a ideia, o nome, recrutei as pessoas-chave, ensinei a elas tudo o que sei e ofereci o financiamento inicial”, disse. Mas ele ressaltou que foi manipulado por Altman e seus pares. E que, ao confiar nesse time, não leu as “letras miúdas” dessa associação.
Essa participação essencial, por sua vez, foi contestada por Willian Savitt, advogado da OpenAI. Segundo ele, enquanto Altman e seus colegas tinham um “trabalho árduo”, Musk aparecia a cada duas semanas para dar conselhos e, ocasionalmente, gritar com as pessoas por não avançarem na velocidade correta.
Round 2 – Musk puxa o carro
O estopim para que cada parte seguisse seu rumo veio em 2017, a partir das discussões sobre a criação de um braço com fins lucrativos para acelerar o desenvolvimento da OpenAI e competir com o Google. Foi quando as desavenças entre Musk e o grupo de Altman vieram à tona.
Na contramão das acusações de traição de Musk, a OpenAI alega que o bilionário não só concordava, como pressionava por esse direcionamento, chegando a propor uma fusão com a Tesla e o seu nome para liderar a operação.
Em e-mails internos mostrados no tribunal, os advogados da companhia apresentaram uma proposta feita por Musk nesse contexto, no qual ele deteria 55% das ações. Altman e os demais sócios teriam se recusado a “entregar as chaves da inteligência artificial a uma única pessoa”.
No seu depoimento, Greg Brockman disse que, no auge dessa disputa de poder personificada na dupla, Musk chegou a presentear cada um dos cofundadores da OpenAI com um Tesla Model 3, segundo ele, como uma forma de bajular os envolvidos e convencê-los a embarcarem em sua proposta.
Musk chegou a presentear cada um dos cofundadores da OpenAI com um Tesla Model 3
Com o fracasso dessa investida, em 2018, Musk decidiu puxar o carro. Antes de deixar o conselho da OpenAI, ele disse que a probabilidade de sucesso da companhia era zero. E que planejava construir uma rival da empresa dentro da Tesla.
Round 3 –Musk acusa o golpe?
Um ano depois, quem pegou carona na OpenAI foi a Microsoft. Primeiro, com um cheque de US$ 1 bilhão. E, em rodadas posteriores, com aportes que somaram US$ 13,8 bilhões e colocaram a gigante de Redmond na posição de maior investidora da empresa. E na mira de Musk.
Entre outros “jabs” nas duas empresas, o bilionário já disse que a OpenAI havia adotado um caminho semelhante ao da Microsoft, de olho apenas no lucro, e que se tornara uma subsidiária da companhia comandada por Satya Nadella - outro nome que deve depor no caso -, maximizando seus resultados.
Essa parceria começou a render frutos, de fato, no fim de 2022, quando a OpenAI lançou o ChatGPT e deu a largada definitiva ao boom da IA. Em menos de dois meses, a ferramenta atraiu mais de 100 milhões de usuários. E, na sequência, outros investidores.
No total, a OpenAI já captou mais de US$ 200 bilhões junto a nomes como Softbank, Amazon, Nvidia, Coatue e Thrive Capital. E esse é outro argumento da companhia para justificar a ira de Musk, que teria acusado o golpe ao não participar desse hype, deixando de engordar ainda mais sua conta bancária.
No total, a OpenAI já captou mais de US$ 200 bilhões junto a nomes como Softbank, Amazon, Nvidia, Coatue e Thrive Capital
Verdade ou não, o empresário cumpriu a promessa feita quando “perdeu esse bonde” e, num contragolpe, em 2023, fundou a xAI. Para a OpenAI, ao buscar a via judicial, outra ideia de Musk é levar a companhia de Altman à lona e abrir caminho para a sua startup.
Até aqui, a xAI segue na perseguição à OpenAI. Inclusive, nos valores captados. Desde a sua criação, a empresa atraiu pouco mais de US$ 40 bilhões de investidores como Andreessen Horowitz e Nvidia. E, no início desse ano, foi incorporada à SpaceX, mais um nome do portfólio de Musk.
Round 4 – Farpas, ironias e ameaças
Se o tribunal de Oakland está agora no centro de uma troca intensa de acusações, os “afagos” de parte a parte são bem anteriores, seja via declarações em entrevistas ou nas redes sociais, mais precisamente, o X (antigo Twitter), outra empresa da lavra de Musk e, desde sempre, o ringue predileto do empresário.
Em 2023, por exemplo, em entrevista concedida à rede CNBC, Musk fez uma analogia sobre sua relação com a OpenAI. “Seria como se você financiasse uma organização para salvar a floresta amazônica e, em vez disso, ela se tornasse uma madeireira, derrubasse a floresta e a vendesse por dinheiro”.
Já no início de 2025, ele fez uma oferta “não solicitada” de US$ 97,4 bilhões para comprar a OpenAI, formalizada por seu advogado, Marc Toberoff. E recusada, com uma boa dose de ironia, por Altman, que recorreu justamente ao X para responder à oferta.
“Não, obrigado, mas podemos comprar o Twitter por US$ 9,74 bilhões, se quiser”, tuitou Altman. O montante destacado em sua “proposta” era menos de um quarto dos US$ 44 bilhões pagos por Musk pela rede social, em 2022.
Musk levou todos os afagos e acusações contra Altman e a OpenAI para o seu ringue predileto: o X (antigo Twitter)
A resposta não tardou. “Vigarista”, comentou Musk na postagem. Já no último dia 27 de abril, data do início do julgamento, ele também provocou o rival ao chamá-lo de “Scam Altman” (Altman Golpista). Em mais de uma ocasião, Altman, por sua vez, se limitou a dizer que o rival não é “uma pessoa feliz”.
Musk havia adotado outro tom, porém, dois dias antes. Em uma mensagem enviada à Greg Brockman, ele propôs um acordo extrajudicial para encerrar o caso. Quando o ex-sócio sugeriu que as duas partes retirassem suas queixar para hastear a bandeira branca, o bilionário retrucou:
“Até o final desta semana, você e Sam serão os homens mais odiados da América. Se você insistir, assim será”, escreveu.
Round 5 – O diário de Brockman
Cofundador e presidente da OpenAI, Brockman é, até aqui, o único representante da empresa e do “team Altman” a falar no tribunal – por dois dias. E, nessa participação, uma das referências foi um diário pessoal do empreendedor, anexado ao processo.
Uma dessas lembranças envolve a reunião que selou a divisão de Musk com os demais sócios. Brockman contou que Ilya Sutskever, então, chefe de pesquisa da OpenAI, havia encomendado a pintura de um Tesla para presentear e agradar o empresário durante o encontro.
Entretanto, quando os outros sócios informaram que não iriam aceitar sua proposta de assumir o controle da empresa, Musk ficou sentado por diversos minutos, em silêncio. E, após essa pausa, segundo Brockman, ele se levantou e deu a volta na mesa, vindo em sua direção.
“Achei que ele fosse me bater. Ele pegou o quadro e começou a sair da sala furioso”, contou o presidente da OpenAI, segundo o portal Tech Crunch. “E então, ele se virou e disse: ‘Quando você vai sair da OpenAI?”. Seis meses depois, era Musk quem deixava a companhia.
"Quando você vai sair da OpenAI?”, questionou o cofundador Greg Brockman a Musk
“Não deveria existir uma única pessoa com controle total e absoluto sobre a OpenAI”, afirmou Brockman, ao júri composto por nove pessoas, que irá ajudar a decidir os rumos desse confronto.
Nesse contexto, seu diário traz um material farto para os jurados. E mostra, por exemplo, que ele e Altman debateram um plano para destituir Musk do conselho da OpenAI.
“Não consigo imaginar transformar isso em uma empresa com fins lucrativos sem uma briga muito feia”, escreveu ele, na época. “E a versão dele (Musk) será, corretamente, que, no fim das contas, não fomos honestos sobre ainda querermos manter a empresa com fins lucrativos, só que sem ele”.
Em outra passagem, durante as duras negociações entre os sócios, Brockman pontua: “Essa é a única chance que temos de nos livrar de Elon”, e completa. “Ele é o líder que eu escolheria? Nós realmente temos uma chance de fazer isso acontecer. Financeiramente, o que me levaria a US$ 1 bilhão?”
Brockman disse que estava refletindo sobre o quão satisfeito ficaria com sua vida profissional. Mas o trecho foi a deixa para que os advogados de Musk ressaltassem que ele estava mais centrado em sua riqueza do que na OpenAI – segundo o empreendedor, sua fatia na empresa vale quase US$ 30 bilhões.
“O que você realmente queria era ser bilionário, certo”, questionou Steve Molo, principal advogado de Musk. Ele também destacou o fato de Brockman manter participação em diversas empresas com as quais a OpenAI mantém laços comerciais estreitos, como CoreWeave e Stripe.
Outro foco de Molo e sua equipe foi a remuneração de Brockman, que inclui a participação em investimentos pessoais de Altman. Um acordo que não seria do conhecimento de Musk na época. E que reforçaria a lealdade de Brockman ao rival do bilionário.
Brockman rebateu que a missão da OpenAI sempre foi sua principal motivação, o que se mantém até hoje. E não deixou de alfinetar Musk. “Ele não entendia e não entende de IA”, afirmou. “E não achávamos que ele fosse dedicar o tempo necessário para realmente se tornar bom nisso.”
Round 6 – Relacionamentos e revelações
Quem também viu uma boa parcela de sua intimidade exposta no julgamento foi Shivon Zilis, mãe de quatro filhos de Musk – o empresário tem uma prole, até onde se sabe, de 14 “herdeiros” no total, com quatro mulheres diferentes.
A OpenAI foi justamente o elo entre os dois “pombinhos”. O casal se conheceu na empresa, onde Zilis ingressou em 2016, como consultora voluntária, quando eles iniciaram o relacionamento. E na qual ela ocupou um assento no conselho entre 2020 e 2023.
Foi na OpenAI que Musk conheceu Shivon Zilis, mãe de quatro de seus 14 filhos
Durante o seu testemunho, na quarta-feira, 6 de maio, Zilis foi questionada, entre outros pontos, se repassava informações a Musk justamente no período no qual integrou o board. E recorreu ao mantra da empresa. “Eu tinha um compromisso com o melhor resultado da IA para a humanidade”, disse ela.
Outros pontos obscuros foram explorados. A começar pelo fato de Zilis, que também trabalhou na Tesla e na Neuralink – outras empresas de Musk, ter escondido o relacionamento que os dois mantinham. O que só veio à tona após uma série de reportagens.
Em seu depoimento, ela afirmou que a relação entre os dois era platônica e os filhos eram fruto de fertilização in vitro. E que manteve, inicialmente, a identidade do pai para preservar a segurança das crianças.
Zilis não se esquivou diante dessas tentativas de colocá-la nas cordas e trouxe mais detalhes do casamento de Musk com a OpenAI. Ela disse, por exemplo, que quando deixou a empresa, ele estava preocupado com o fato de competir com a companhia por talentos de IA.
Em outra passagem, ela também revelou que, antes dessa animosidade dar o tom da relação, Musk tentou levar Altman, Brockman e Sutskever para a Tesla, onde o trio lideraria os esforços de IA da empresa. E confirmou ainda que ele propôs tornar a OpenAI uma subsidiária da montadora.
Round 7 – A juíza e o júri
Em outras esferas do caso, há quem não morra de amores pelos envolvidos. Segundo o The Wall Street Journal, Molo, advogado de Musk, tentou excluir dois jurados que classificaram seu cliente como “um lixo” e um “idiota de primeira classe”.
“A realidade é que as pessoas não gostam dele”, respondeu a juíza Yvonne Gonzales Rogers, responsável por comandar o processo e que já esteve à frente de outras disputas emblemáticas, como Apple versus Epic Games.
“Muitas pessoas não gostam dele. Mas isso não significa que os americanos não possam, mesmo assim, ter integridade no processo judicial”, afirmou a magistrada, ressaltando o desafio de selecionar o júri em casos com tamanha repercussão.
“Muitas pessoas não gostam dele [Musk]. Mas isso não significa que os americanos não possam, mesmo assim, ter integridade no processo judicial”, disse a juíza Yvonne Gonzales Rogers
“Não sei se farei (aos potenciais jurados) uma pergunta sobre bilionários, já que todos são bilionários e todos são igualmente amados ou odiados”, disse Rogers, acrescentando que as fortunas, o poder e a fama de Musk e Altman não garantirão à dupla “nenhum tratamento especial”.
Um exemplo dessa abordagem foi dado quando, em uma audiência preliminar, os advogados da OpenAI tentaram convencê-la a rejeitar o depoimento de C. Paul Wazzan, cuja análise sustenta o pedido de indenização bilionária de Musk.
“O júri vai entender que (o perito de Musk) está inventando esses números. Eu acho convincente? Não muito. Com base no que vi, eu acho particularmente persuasivo? Não muito”, afirmou Rogers, sugerindo que os números teriam sido “inventados”. Ela não acatou, no entanto, o pedido da OpenAI.
Já em um trecho do depoimento de Musk, quando ele afirmou que, se perdesse o caso, o país correria o risco de “perder todas suas instituições de caridade”, Rogers interrompeu o discurso – e a sessão - para dizer aos jurados que aquela era apenas a opinião do bilionário, sem “nenhum valor legal”.
Round 8 – muito além do veredito
Nesse caso específico, na visão de especialistas, Musk está longe de ser favorito para sair vencedor. Mas a verdade é que, seja qual for a decisão, a certeza é de que o veredito não dará o caso por encerrado. E não apenas pelos recursos cabíveis.
De um lado, o resultado pode redesenhar as forças no páreo da inteligência artificial. E, a princípio, quem parece ter mais a perder é a OpenAI, mesmo que a possibilidade mais factível para Musk seja uma vitória por pontos. Ou melhor, em apenas alguns pontos.
O mais crítico para a empresa seria ter de retornar à sua estrutura original, o que iria na contramão de boa parte dos aportes que captou, condicionados à sua conversão para o modelo de fins lucrativos. E reduziria substancialmente seu fôlego na corrida da IA, que exige cada vez investimentos bilionários.
Nesse cenário, a companhia já vem sofrendo com uma competição mais acirrada. Em particular, na figura da também americana Anthropic.
Ao mesmo tempo, o caso traz riscos tanto para Musk quanto para Altman e companhia em outra ponta: o mercado de capitais. Os IPOs da SpaceX e da OpenAI estão entre as ofertas mais esperadas no ano. E eventuais derrotas fatalmente seriam um duro golpe nesses planos.