A inteligência artificial está desencadeando uma corrida global por data centers. Na avaliação de Luciano França, sócio-fundador e gestor da Paramis Avantgarde Asset Management, os principais beneficiados na Bolsa brasileira podem não ser empresas de tecnologia, mas companhias que fornecem os insumos essenciais para essa infraestrutura: energia, transmissão elétrica, equipamentos industriais e até água.

Segundo ele, o Brasil reúne vantagens competitivas importantes para atrair investimentos no setor, como uma matriz energética majoritariamente renovável.

"Boa parte das atenções para novos data centers são voltadas para o Brasil, em função de ser um ativo que precisa de bastante demanda por energia", disse em entrevista ao programa do NeoFeed Janela de Mercado.

A Sabesp (SBSP3) aparece na lista do gestor de companhias que podem ser beneficiadas por vir investindo em projetos de reúso de água para resfriamento dos equipamentos, o que ganha relevância em um cenário de maior preocupação com eficiência hídrica.

Outra empresa bem posicionadas é a WEG (WEGE3). Além de ser uma das principais fabricantes de transformadores do País, a companhia pode se beneficiar da crescente demanda por sistemas de armazenamento de energia.

Isso porque os novos data centers devem exigir fornecimento contínuo de eletricidade, enquanto fontes renováveis, como solar e eólica, dependem de baterias para garantir estabilidade operacional.

Para conferir os outros papéis selecionados por França, assista ao vídeo.