A fome de aquisição do Magalu chega ao delivery

A empresa da família Trajano compra duas companhias no setor de delivery e reforça a estratégia de enfrentar iFood e Rappi

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Entregador da ToNoLucro, comprada pelo Magazine Luiza

Quando anunciou os resultados do quarto trimestre de 2020, Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza, avisou em entrevista ao NeoFeed que a empresa passaria a competir com mais força com aplicativos de delivery como Rappi e iFood.

O Magalu já havia comprado a empresa AiQFome, de olho nesse mercado que, segundo Trajano, “traz enormes oportunidades para a companhia”, uma área com grande potencial de crescimento. Pois Trajano não estava, de fato, para brincadeira.

A companhia acaba de anunciar a compra de mais dois aplicativos de delivery: o app ToNoLucro e a plataforma GrandChef. Em fato relevante divulgado ao mercado, o Magalu disse que, “levando em conta todo o mercado de alimentação fora de casa, o mercado potencial é de R$ 196 bilhões”.

“Colocamos o delivery de alimentos e produtos de supermercado em nossos principais drivers de crescimento para o futuro. O principal racional estratégico da iniciativa é o aumento da frequência de compra no nosso super app”, afirmou Frederico Trajano, ao NeoFeed.

A ToNoLucro atua em Goiás, Pará e Tocantins, está presente em mais de 40 cidades e conta com 5 mil restaurantes cadastrados. De acordo com o Magalu, com a aquisição, a empresa se consolida na quarta posição no mercado brasileiro de delivery.

Já a compra da GrandChef traz mais tecnologia para a operação. Fundada no Paraná, ela é uma plataforma de tecnologia para pequenos e médios restaurantes do Brasil, que ajuda na gestão do negócio. Atualmente, a base de clientes da GrandChef é formada por mais de 3 mil restaurantes presentes em 25 estados brasileiros.

A ideia é de que todos os serviços adquiridos pelo Magalu sejam embarcados sob uma única marca, a AiQFome, que, no ano passado, processou 30 milhões de pedidos e já movimentou R$ 1 bilhão.

“Devemos, em pouco tempo, estar brigando pela liderança desse setor”, afirma Eduardo Galanternick, vice-presidente de negócios do Magalu. “O superapp do Magalu será referência na cabeça do brasileiro, quando a fome bater.”

Se Rappi e iFood estão se convertendo em superapps para oferecer vários serviços, inclusive entrando em mercados dominados pelo Magalu, a empresa dos Trajano quer também ser referência em superapp.

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