A próxima fronteira para Elon Musk pode ser a do som

Elon Musk, o homem mais rico do planeta, tem projetos aeroespaciais e quer implantar chips em cérebros. Agora, pode produzir desde microfones e fones de ouvido até aparelhos de transmissão de som

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O fundador e CEO da Tesla, Elon Musk (foto: Reuters)

Elon Musk é definitivamente um homem de muitos negócios. Depois de fazer fortuna com a venda do PayPal, conquistar o espaço com a SpaceX, tentar implantar chips nos cérebros com a Neuralink e forçar gigantes do setor automotivo a acelerarem a eletrificação de suas frotas com a Tesla, o homem mais rico do planeta agora pode explorar o som.

Musk, dono de uma fortuna estimada em US$ 255 bilhões, está interessado em começar a produção de produtos que vão desde microfones e fones de ouvido até aparelhos de transmissão de som, alto-falantes, subwoofers, equalizadores, megafones e outras parafernálias do tipo.

Só que dessa vez isso não será feito por uma nova empresa. Conforme reportado pelo site de notícias americano Electrek, o novo projeto deverá acontecer dentro da própria Tesla. A fabricante de automóveis elétricos entrou com um pedido de extensão de sua marca registrada para expandir o leque de atuação.

Apesar de ser mais conhecida pela fabricação dos automóveis, a Tesla é descrita oficialmente como uma empresa que trabalha também com energia limpa e solar. A empresa produz e comercializa placas e até telhados inteiros que podem capturar a energia solar para transformá-la em eletricidade.

Fora dos carros convencionais e dos telhados, a Tesla, que vale US$ 871,8 bilhões, também apostou no público infantil quando, em dezembro do ano passado, lançou uma linha de quadrículos elétricos voltados para crianças acima de 8 anos e que custam a partir de US$ 1,9 mil.

Por ora, ainda não está claro o que a Tesla pretende com sua futura nova marca registrada. Além da possibilidade de comercializar os dispositivos individualmente, a Tesla poderia apenas incorporá-los dentro dos carros – como os alto-falantes e os subwoofers, por exemplo.

O sistema de som dos carros da Tesla, inclusive, vem sendo frequentemente elogiado pela crítica especializada que chegou a comparar o sistema do Model 3, o carro de entrada da marca, com outros encontrados em automóveis mais caros.

Ainda que a companhia tente diversificar o negócio, a maior parte da receita, 87%, ainda vem da venda ou do leasing dos veículos.

Da receita de US$ 13,7 bilhões obtida no terceiro trimestre de 2021, mais de US$ 12 bilhões, foram com os veículos elétricos. A geração de energia solar respondeu por somente US$ 806 milhões. O restante, US$ 894 milhões, foi gerado a partir da rubrica “serviços e outros”

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