Das startups à academia, o pacote de conexões e inovações da Cisco no Brasil

Ricardo Mucci, country manager da Cisco no Brasil, fala ao NeoFeed sobre a aposta da empresa em parcerias e projetos a quatro mãos no País em áreas como 5G, segurança, internet das coisas e indústria 4.0

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Duas mudanças marcaram a vida de Ricardo Mucci durante a Covid-19. Trabalhando de casa, ele estabeleceu uma rotina com uma dieta mais saudável, boas noites de sono e três sessões semanais de exercícios com o auxílio de um personal trainer, via Webex, a plataforma de videoconferência da Cisco.

Foi também durante a pandemia, em junho de 2021, que o executivo assumiu o comando da operação brasileira da gigante americana, avaliada em US$ 181 bilhões. Ele substituiu Laércio Albuquerque que, pelos “bons serviços prestados”, foi promovido à vice-presidente da companhia na América Latina.

Agora, passados pouco mais de dois anos e com 20 quilos a menos, Mucci lidera as iniciativas da Cisco para manter a boa forma no País. E para isso, a subsidiária está exercitando, cada vez mais, um modelo em sua operação: a colaboração com diferentes elos do mercado.

“Hoje, nós entendemos que o modelo de inovação fechado, recluso, não tem sucesso. O modelo vitorioso é aquele no qual trazemos a academia, a indústria, o mercado e o ecossistema de startups para coinovar conosco”, diz Mucci, em entrevista ao Conexão CEO (vídeo completo acima).

Ainda em fase inicial de formatação, duas iniciativas devem encorpar esse pacote ainda em 2022. Os projetos serão resultado de uma parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“A ideia é criar um bureau de fomento educacional de inovação para a área de tecnologia”, explica Mucci. “E um outro bureau de fomento em telecomunicações, principalmente, das novas tecnologias do setor, como o 5G.”

Outro projeto no forno envolvendo o Senai e outras empresas é o Escola Móvel. Na prática, uma unidade móvel irá percorrer o estado de São Paulo, em empresas, feiras e eventos, oferecendo cursos na área de conectividade, com temas como 5G e Wi-Fi 6.

Esses movimentos a quatro ou mais mãos integram um programa global da Cisco, cuja versão local foi batizada de Brasil Digital Inclusivo. A iniciativa soma 27 projetos, com foco em tecnologias e tendências em alta no mercado e que permeiam o portfólio da empresa.

Além do 5G, há espaço para conceitos como indústria 4.0, internet das coisas e segurança. Essa última área inclui uma parceria com o hub de inovação Distrito na criação do Cisco Secure CyberHub, espaço no qual startups da área podem desenvolver produtos com base nas plataformas da Cisco.

No programa, Mucci dá detalhes sobre esses e outros projetos, e fala da tese por trás dessas parcerias. Além de abordar temas como os planos da Cisco para implantar o modelo de hardware como serviço no Brasil, a importância da tecnologia da informação e da comunicação para o País retomar sua competitividade e as iniciativas da empresa para reduzir o déficit local de profissionais na área.

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