Negócios

Depois de contratar 1,7 mil profissionais, Hospital Albert Einstein reduz jornada e salários de funcionários

Hospital alega queda do volume de procedimentos eletivos e dos ambulatoriais, incluindo de medicina diagnóstica, para adotar tais medidas. E informa que não há demissões

 

O Hospital Albert Einstein, em São Paulo

O Hospital Albert Einstein, em São Paulo, se preparou para uma guerra para enfrentar a pandemia da Covid-19.

Em meados de março, anunciou a contratação de 1,7 profissionais temporários de saúde.

O hospital também transformou 93 leitos de terapia semi-intensiva em leitos de UTI e 197 leitos de clínica médica e cirúrgica em leitos de UTI.

Não bastasse isso, o estacionamento do hospital estava sendo convertido em um hospital de campanha para dar suporte aos casos mais leves da Covid-19.

Mas um efeito colateral está fazendo o Hospital Albert Einstein reduzir a jornada e salários dos profissionais, além de conceder férias a diversos deles.

“Em função da queda do volume de procedimentos eletivos e dos ambulatoriais, incluindo de medicina diagnóstica, parte dos colaboradores do Einstein não está plenamente ocupada, o que não é situação de áreas assistenciais e de apoio engajadas no enfrentamento da Covid-19”, informou o Hospital Albert Einstein em nota.

Segundo o hospital, o Einstein vem adotando medidas para mitigar o impacto desta situação, que incluem compensação de banco de horas, antecipação de férias, realocações internas e ajustes nas jornadas de trabalho por até 60 dias.

“Entre as medidas não está qualquer redução do quadro de colaboradores. O detalhamento destas medidas está sendo realizado pelas diversas frentes de atividades”, informa a nota do Hospital Albert Einstein.

Segundo apurou o NeoFeed, com a contratação de diversos profissionais de saúde, há mão de obra além do necessário no hospital, o que tem justificado a ação. Os casos de Covid-19 estão também abaixo do esperado.

O Hospital Albert Einstein enfrenta um duplo desafio. Ao mesmo tempo em que está atendendo mais pacientes por conta do coronavírus, outros procedimentos deixaram de acontecer, como as cirurgias eletivas.

Um levantamento da Bionexo, plataforma digital que conecta hospitais e fornecedores, revelou que o número de cirurgias realizadas em 127 hospitais privados no Brasil caiu de 5.770 na primeira semana de março para 526 na primeira semana de abril – uma queda de 90% em apenas um mês.

Em entrevista ao NeoFeed, Romeu Domingues, presidente do conselho de administração da empresa de medicina diagnóstica Dasa, dona das marcas Alta e Delboni Auriemo, disse também que o número de exames caiu 70%.

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