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DADOS BLINDADOS

Millennials: uma oportunidade para a área de segurança

Apenas 9% dos profissionais nascidos a partir da década de 1980 que querem trabalhar com tecnologia se veem atuando na área de segurança

 

Ótimas oportunidades no mercado de tecnologia, salários atrativos e baixa concorrência. Com certeza, esse seria o cenário dos sonhos para a maioria dos jovens. Mas apesar de todo o ambiente profissional positivo que a área de Segurança da Informação oferece, a Geração Y ainda não está presente na área de cibersegurança, deixando de aproveitar as possibilidades.

Segundo pesquisa divulgada pela Enterprise Strategy Group (ESG), apenas 9% dos profissionais nascidos a partir da década de 1980 que querem trabalhar com tecnologia se veem atuando na área de segurança. O número é baixo e chama ainda mais a atenção quando comparado com o de outras profissões, como desenvolvedor de jogos eletrônicos, que lidera a lista com 33% das preferências. Há, no entanto, uma explicação para tamanha diferença: a maioria dos profissionais dessas gerações está acostumado com games e ainda não tem proximidade com sistemas e regras de proteção.

Apesar do entusiasmo com tecnologia, os jovens ainda não conhecem todas as potencialidades da área e não sabem como podem ingressar nesse mercado. A maior parte deles, por exemplo, não possui amigos atuando no segmento e 68% dos jovens ouvidos afirmaram que não tiveram aulas de segurança da informação no curso de graduação.

As empresas devem atuar para mudar essa realidade e reduzir os riscos futuros. Com menos profissionais qualificados, será mais custoso, complexo e demorado preencher o quadro de especialistas em segurança e garantir a integridade dos ativos das organizações. Isso seria extremamente recomendável para ajudar a reverter o déficit mundial que temos atualmente de quase 3 milhões de profissionais especializados em segurança.

Assim, é desejável que as companhias trabalhem para atrair jovens para posições ligadas à cibersegurança, que pensem em estruturas que ofereçam melhores políticas de treinamento, incluindo a capacitação e mentoria como estratégias contínuas para captar, preparar e reter esses talentos. Essa geração pode ser uma importante aliada para ajudar as empresas em seus desafios em busca da inovação e da proteção digital, pois já está habituada com a tecnologia.

As companhias devem ter consciência de que os aspirantes a uma carreira em tecnologia quase nunca tiveram contato com os temas de segurança digital – nem no meio acadêmico e nem nas primeiras oportunidades de emprego – e que a melhor forma de atraí-los, sem dúvida, é demonstrando as oportunidades que o setor de cibersegurança oferece para profissionais capacitados. Além de mostrar esse cenário, as organizações devem também proporcionar a formação adequada e necessária.

Apesar do entusiasmo com tecnologia, os jovens ainda não conhecem todas as potencialidades da área e não sabem como podem ingressar nesse mercado

Oferecer ferramentas para o desenvolvimento desses profissionais, mostrando a importância e a alta demanda por segurança dentro das operações, é um caminho interessante para elevar a percepção dos jovens em relação à área e às oportunidades de crescimento profissional. Uma dessas opções é alimentar a entrada de profissionais que buscam oportunidades na área de tecnologia e que seriam mais facilmente atraídas pelas possibilidades de trabalho em segurança da informação.

Outro grupo que também deve receber mais atenção por parte das empresas é o das mulheres. De acordo com levantamento global do (ISC)², as mulheres que atuam em cibersegurança são mais satisfeitas com a área e tendem a se consolidar mais no setor. A Enterprise Strategy Group indica que 57% das mulheres que trabalham com TI no mundo estão dispostas a entrar para a área de segurança da informação. Essa porcentagem é 17% maior que os índices registrados com homens.

Ter um olhar atento a este grupo também é um caminho para diminuir a falta de profissionais capacitados e certificados e de reduzir gradativamente a desigualdade de gênero na composição das equipes. Portanto, as organizações poderiam engajar, desenvolver e reter mulheres competentes no segmento de segurança de TI.

Seja para atrair profissionais homens ou mulheres, as companhias precisam realizar uma mudança de postura, propondo ações para treinar e promover a chegada de profissionais com alto potencial. Ao adotar essa estratégia, as empresas vão garantir o sucesso de suas operações no que tange à segurança da informação.

Estamos vivendo um momento que exige mais atitude das empresas que desejam ter sucesso na nova era digital. As organizações devem dedicar atenção ao tema e disseminar a cultura de segurança, estimulando a formação de uma nova geração de profissionais certificada e altamente capacitada para as novas exigências do mercado. Chegou a hora de as empresas e dos profissionais aproveitarem todas as possibilidades que estão sendo oferecidas e garantirem a segurança de seus ambientes.

Gina van Dijk é diretora regional do Cybersecurity and IT Security Certifications and Training (ISC)² na América Latina desde 2014, liderando o desenvolvimento e a implementação de estratégias, operações e iniciativas da organização em toda a região. Holandesa/nigeriana com coração brasileiro, Gina possui 25 anos de experiência na área de gestão de associações e eventos e começou sua trajetória profissional na MCI Bruxelas, Bélgica, em 1994. 

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