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A vacina da Covid-19 está longe de ser realidade? Não para o Goldman Sachs

Para analistas do banco americano, os mercados de capitais estão subestimando a possibilidade concreta do desenvolvimento de ao menos uma vacina até o fim de 2020. Com essa perspectiva, o Goldman Sachs projeta uma alta de 11% no índice S&P 500

 

O desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19 vem movimentando empresas e governos em todo o mundo. Assim como os mercados de capitais, que, nos últimos meses, têm registrado grandes oscilações diante de qualquer novidade, positiva ou negativa, sobre o tema.

Para o Goldman Sachs, no entanto, há um descolamento no preço que o mercado está colocando sobre a perspectiva real de uma vacina no curto prazo, segundo uma reportagem publicada pelo site americano Business Insider.

“Os mercados de ações estão subestimando o potencial de alta dos índices de ações de uma vacina precoce”, escreveram os analistas Kamakshya Trivedi, Zach Pandl e Dominic Wilson, em nota divulgada pelo banco.

“Nós concordamos que existe uma boa chance de que ao menos uma vacina seja aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) até o fim de novembro e amplamente distribuída até meados de 2021”, acrescentou a equipe do Goldman Sachs.

Eles destacaram que o mercado deveria levar em conta essa possibilidade. Segundo os analistas, essa linha do tempo traria um impulso substancial para o PIB na comparação com uma alternativa sem vacina, especialmente nos Estados Unidos, que devem liderar essa corrida.

Na análise do banco, o índice S&P 500 poderia registrar um salto de 11% sobre o nível atual até o fim do ano, caso uma vacina vingue, de fato, nesse período. Na quarta-feira, o S&P 500 fechou o dia em 3.327 pontos.

Já no pior cenário, sem uma vacina nesse prazo, o Goldman Sachs projeta uma queda de até 33% no índice, um pouco abaixo de 2.200 pontos.

Atualmente, de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), há 164 projetos de pesquisa em curso para o desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus. A perspectiva é de que, até o fim de 2020, ao menos 40 deles já estejam em fase de testes com seres humanos.

Com o apoio bilionário de governos de países como os Estados Unidos, essas iniciativas envolvem desde grandes empresas do setor, como Johnson & Johnson, Sanofi e AstraZeneca até startups como a americana Moderna.

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