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As ações de tecnologia estão caras? Não para o CEO da Blackstone

Stephen Schwarzman, fundador e CEO da Blackstone, acredita que agora é um ótimo momento para apostar em empresas de tecnologia. Motivo? O mundo está se tornando digital em um ritmo muito mais rápido por conta da pandemia

 

Stephen Schwarzman, fundador e CEO da Blackstone

Quando Stephen Schwarzman fala, o mercado escuta – mesmo que não concorde. O  fundador e CEO do The Blackstone Group, uma companhia que gerencia US$ 554 bilhões em ativos, vai na contramão de quem acredita que exista uma bolha no mercado de ações e diz que agora é hora de comprar papéis de empresas de tecnologia.

Dono de uma fortuna estimada em US$ 18,3 bilhões, Schwarzman revelou sua posição em um evento virtual organizado pela CNBC nesta quarta-feira, 30 de setembro.

“Nem todas as companhias recuperaram suas avaliações. Isso lhe dá a chance de ‘brincar’ com algumas opções de tecnologia, porque o mundo está se tornando digital em um ritmo muito mais rápido”, disse Schwarzman. “Também é possível comprar algumas outras empresas que não se recuperaram completamente.”

O bilionário admite que algumas empresas estejam negociando suas ações sob “uma avaliação bastante alta”, mas que isso ainda pode ser um bom investimento, dadas as circunstâncias.

Um bom exemplo é o caso da Amazon, cujos papéis são vendidos a mais de US$ 3 mil, numa valorização de 66,8% desde o começo do ano. Quem também viu suas ações “decolarem” na bolsa foi o Zoom, que saltou 543%; Tesla, que avançou 348%; e a todo-poderosa Apple, que chegou a bater US$ 2 trilhões de valor de mercado. Agora, seu valor de mercado recuou para US$ 1,98 trilhão. Desde o começo do ano, porém, seus papéis acumulam alta de 49,5%.

Os investidores estão também ávidos por ofertas de empresas de tecnologia na bolsa de valores. Um dos exemplos mais bem-sucedidos neste ano foi a abertura de capital da Snowflake, que entrou para a história como o maior IPO de uma companhia de software.

A companhia levantou US$ 3,4 bilhões em sua estreia em Wall Street em 16 de setembro. Desde então, suas ações dobraram e são negociadas a US$ 249, sob uma avaliação de US$ 68,7 bilhões da empresa.

Mas nada disso é novidade para Schwarzman, que há anos antecipa o impacto da tecnologia. Tanto que o empresário explicou a estratégia por trás do investimento massivo que a Blackstone fez em galpões e imóveis para depósitos, um segmento que prospera na era do e-commerce.

“No nosso negócio imobiliário, somos investidores temáticos e isso significa que olhamos para o mundo e tentamos descobrir para onde ele está indo”, afirmou Schwarzman. “Por isso, observamos e decidimos, anos atrás, que a revolução digital realmente afetaria o mercado imobiliário e, com isso, vendemos quase todo o varejo e passamos a nos concentrar em depósitos.” 

Vale lembrar que, em junho deste ano, Schwarzman previu que a recuperação econômica dos Estados Unidos seria em V, com uma rápida ascensão. A julgar pela indicação de compra, o empresário se mantém otimista. 

Até a tarde desta quarta-feira, a Blackstone recuava 0,53% na Nasdaq, com seu valor de mercado de US$ 36,2 bilhões. A companhia também ganhou as manchetes por se comprometer a reduzir em 15% a emissão de dióxido de carbono nos primeiros três anos de seus novos investimentos.

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