De olho em IPO, Superlógica traz CFO que atuou na unico e na Petz

Diogo Bassi deixa cargo de diretor financeiro da unico para se juntar à plataforma financeira e tecnológica voltada para administradoras de condomínios e imobiliárias, que vislumbra abrir capital no exterior em dois anos

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Diogo Bassi, novo CFO da Superlógica

Um dos principais nomes entre startups que atuam no mercado imobiliário, a Superlógica está reforçando o seu time com a contratação de Diogo Bassi para o cargo de CFO, um movimento que visa a fortalecer a oferta de produtos financeiros na plataforma e começar a preparar a companhia para um IPO.

Com 16 anos de experiência no mercado, tendo sido diretor financeiro da Petz entre setembro de 2013 e outubro de 2021, Bassi chega na empresa que desenvolve plataforma financeira e tecnológica voltada para administradoras de condomínios e imobiliárias no momento em que ela se estabeleceu no mercado e vai expandindo o leque de serviços. 

“Venho para cá para focar em estratégias nas quais a alocação de capital pode ser mais interessante”, afirma Bassi ao NeoFeed, referindo-se ao plano da companhia de expandir sua área financeira.

A ideia é que ele ajude a estruturar diferentes formas de captar recursos no mercado para esses produtos. Entre os serviços financeiros que a empresa quer expandir está o chamado Inadimplência Zero, em que o condomínio recebe, todos os meses, o valor integral das receitas da cota condominial, sem se preocupar com inadimplentes.

“O Diogo veio para ser CFO e para estruturar os atuais produtos com a gente e outros que estão nos nossos planos”, diz Carlos Cêra, fundador e CEO da Superlógica. “A gente precisava de alguém com experiência para ajudar a elaborar um leque de produtos financeiros para o mercado imobiliário.”

Bassi chega à Superlógica por indicação da gestora de private equity Warburg Pincus, que já havia sido responsável por levá-lo à Petz e com a qual manteve bom relacionamento, inclusive após a sua ida para a unico, empresa de soluções de proteção de identidade digital, em outubro do ano passado.

Segundo ele, representantes da gestora sempre mantiveram contato, inclusive falando sobre a Superlógica, empresa em que o fundo americano investiu R$ 300 milhões em 2020. E, por volta de março deste ano, as conversas para levá-lo para a Superlógica ficaram mais sérias. 

“Sempre trabalhei muito bem com o Warburg Pincus, e aí juntou a vontade de em algum momento trabalhar com eles com um baita projeto”, diz Bassi, destacando que saiu da unico depois de oito meses por conta desse bom relacionamento que tem com o fundo, sem qualquer relação com seu antigo empregador. 

Na Superlógica, Bassi também tem a missão de preparar a companhia para um IPO. A empresa vem em um forte ritmo de crescimento e afirma ter liderança em plataforma de gestão para administradoras de condomínios, com participação de mercado de 50%. O faturamento cresceu 50% em 2021, na comparação 2020, para R$ 200 milhões, com mais de 100 mil condomínios utilizando seus produtos.

Bassi é um executivo bem familiarizado com o processo de IPO. Ele liderou a bem-sucedida abertura de capital da Petz em setembro de 2020, numa operação que movimentou R$ 3 bilhões e atraiu forte demanda.

Além disso, ele teve passagens pelas divisões de investment banking do Goldman Sachs e do UBS, além de ter sido vice-presidente da área de private equity da BR Partners, conhecendo por dentro os detalhes do processo de abertura de capital.

O IPO não deve sair antes de dois anos, segundo Bassi e Cêra, e quando acontecer deve ocorrer nos Estados Unidos, em que os investidores entendem melhor teses de companhias de tecnologia como a da Superlógica. Cêra afirma que a empresa não tem necessidade de ir ao mercado para se financiar, destacando que a companhia é lucrativa.

“Temos um playbook que não é de unicórnio, de queima de caixa, e nesses momentos a gente percebe como isso é muito importante. A vinda do Diogo tem a ver com isso, de estruturar a empresa para ter tranquilidade de fazer as coisas no tempo certo e quando mercado estiver favorável para empresas de tecnologia”, diz Cêra. 

Enquanto o IPO não vem, Bassi vai ajudar a estruturar os serviços financeiros e também vai trabalhar para manter ligada a máquina de M&A da Superlógica, que, apenas no ano passado, incorporou seis companhias. O destaque ficou para a Arbo, empresa que desenvolve softwares para quem opera com compra e venda de imóveis.

Esses movimentos ajudam a empresa a concorrer com outros nomes no segmento de soluções de software para imobiliárias, como Imobzi, Construtor de Vendas e inGaia.

“Estamos olhando para mais algumas coisas para complementar nossa plataforma, dentro da nossa tese de criar uma experiência completa e sem fricção para quem convive em condomínios”, diz Cêra. 

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