Negócios

Na pandemia, a Barbie mostra que não está para brincadeira

A famosa boneca foi o grande fator por trás do melhor trimestre da Mattel nas últimas duas décadas. As vendas da personagem cresceram 29% por conta de pais que queriam tirar as filhas da frentes das telas

 

As empresas de tecnologia têm sido as protagonistas de um cenário que destoa de boa parte dos setores da economia. A cada trimestre, muitas dessas companhias têm reportado resultados com crescimentos expressivos, a partir da onda de digitalização gerada pela Covid-19.

No duro enredo da pandemia, há outra personagem, no entanto, que começa a ganhar destaque: a boneca Barbie. A partir do seu carro-chefe, a fabricante americana de brinquedos Mattel registrou o seu melhor desempenho trimestral nas últimas duas décadas.

O salto de 29% das vendas da boneca foi apontado como o grande motor da empresa, cujo lucro líquido no terceiro trimestre cresceu 348% na comparação com igual período de 2019, para US$ 316 milhões. No período, a receita do grupo avançou 10%, para US$ 1,63 bilhão.

“Aos 62 anos, a marca é mais relevante do que nunca”, afirmou Ynon Kreiz, CEO da Mattel, em entrevista ao The Wall Street Journal, em uma referência à boneca que começou a ser desenvolvida em 1958 e que foi lançada oficialmente no ano seguinte, durante a Feira Anual de Brinquedos de Nova York.

Com o resultado divulgado nesta sexta-feira, as ações da Mattel fecharam o pregão na Nasdaq cotadas a US$ 14,15. A cifra representou uma valorização de 9,56% para os papéis da empresa, que está avaliada em US$ 4,91 bilhões.

A competição crescente na categoria registrada nos últimos anos fez com que a Mattel investisse em uma série de ações para revigorar a marca Barbie. A repaginação da boneca passou por questões como tamanhos, tons de pele e cores de cabelo.

Curiosamente, na pandemia, a personagem se beneficiou justamente da onipresença dos recursos digitais. A Mattel atribuiu o crescimento nas vendas ao fato de que muitos pais estão buscando opções de entretenimento para os filhos que não envolvam uma tela, seja ela de um celular, um tablet, um notebook ou mesmo de uma tevê.

Outras ofertas do portfólio também se destacaram no período. Entre elas, o boneco Baby Yoda, o jogo de cartas Uno e os carrinhos e pistas da marca Hot Wheels. Em contrapartida, a divisão para bebês e crianças em idade pré-escolar, com bandeiras como Fisher-Price, teve um recuo de 6% nas vendas.

Na divulgação do balanço do terceiro trimestre, a companhia destacou que está se concentrando agora nas festas de fim de ano e na temporada de férias. E que está trabalhando em estreita colaboração com os varejistas para que eles tenham um abastecimento adequado das prateleiras para o período.

Se o intervalo de julho a setembro trouxe boas notícias e abre uma perspectiva otimista para a Mattel, os meses anteriores não foram nada fáceis para a fabricante americana. No segundo trimestre, a empresa apurou um prejuízo de US$ 109,2 milhões e uma queda de 15% na receita, para US$ 732 milhões.

No mercado de capitais, o pior momento da Mattel até aqui, durante a Covid-19, veio em 23 de março, quando as ações da companhia chegaram à sua mais baixa cotação, US$ 7,23. De lá para cá, os papéis da empresa acumulam uma valorização superior a 95%.

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