EXPERTSMUDE OU MORRA

Os vencedores do mundo VUCA

Neste mundo cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo (VUCA), o maior desafio das empresas está na capacidade de gerar uma diferenciação. E há muito o que aprender sobre isso nos corredores das empresas de tecnologia do Vale do Silício

 

Neste mundo cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo (VUCA) em que vivemos, o maior desafio das empresas hoje em dia está na capacidade de gerar uma diferenciação. É um tema mais desafiador do que nunca porque parte das alavancas de outrora já não funcionam mais com a eficácia de antes.

Os ciclos de inovação estão cada vez mais curtos. Uma inovação setorial que antes garantia de 10 ou 20 anos de proteção de mercado para alguns tipos de negócios, hoje dura poucos meses em setores ultra competitivos como o financeiro, por exemplo.

É o que vemos todos os dias no chumbo trocado entre grandes bancos, fintechs e, agora, empresas de mídia.  Muito em breve, no entanto, esta não será uma realidade exclusiva deste setor e sim uma tendência generalizada que irá permear a economia como um todo.

O mesmo acontece com estratégias de negócios, clonadas num piscar de olhos devido à abundância de informação de qualidade. Antes escassa, informação agora sobra, sendo seu desafio principal fazer uma curadoria para saber o que presta. A estratégia que era comida no café da manhã agora nem chega ao nascer do dia.

Barreiras de entrada de todos os tipos perdem força. Destaque para as regulatórias, pressionadas por governos que estimulam a concorrência, e as tecnológicas, por se tornarem produtos cada vez mais commoditizadas e, portanto, acessíveis e baratos.

Neste mundo de diferenciais competitivos cada vez mais frágeis e efêmeros, apenas a gestão eficiente poderá indicar quem vence essa corrida. Quando falo de uma nova gestão, me refiro a uma tríade de Cultura, Liderança e Gestão do Negócio.

Neste mundo de diferenciais competitivos cada vez mais frágeis e efêmeros, apenas a gestão eficiente poderá indicar quem vence essa corrida

As melhores práticas desta disciplina não estão mais nas escolas de negócios americanas e sim nos corredores das empresas de tecnologia do Vale do Silício. Temos que olhar para companhias como a Amazon para entender o futuro desta disciplina e sua capacidade diferenciadora.

É o que o professor de Harvard, Ram Charan, explica em seu novo livro “The Amazon Management System: The Ultimate Digital Business Engine That Creates Extraordinary Value for Both Customers and Shareholders”. Ninguém vai se tornar a Amazon com esta leitura, mas pode se inspirar numa cultura, estilo de liderança e gestão que ajudem a impulsionar seu negócio.

Talvez a geração de um diferencial competitivo esteja mais perto do que a gente imagina, dentro de casa.

*Renato Mendes é investidor, professor na pós- graduação do Insper, mentor na Endeavor Brasil e autor do livro “Mude ou Morra”, finalista do Prêmio Jabuti 2019.

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