A gestora TRX confirmou ao mercado o fim das negociações com a Cyrela para a venda de um portfólio imobiliário estimado em aproximadamente R$ 2,1 bilhões, conforme havia revelado com exclusividade o NeoFeed.

A informação consta de fato relevante, divulgado nesta segunda-feira, 31 de agosto, pela Cyrela, confirmando o encerramento das negociações do memorando de entendimento anunciado no começo de agosto pelas duas empresas e que envolvia dinheiro e cotas do fundo imobiliário TRXF11.

A operação envolvia lajes comerciais do Edifício Cyrela Oscar Freire Corporate, em São Paulo, além de participações em estruturas com quatro galpões logísticos. Na sexta-feira, 28 de agosto, o NeoFeed informou que as duas partes estavam revendo alguns parâmetros do acordo e, segundo uma fonte, o deal talvez não se sustentasse.

Esse é o segundo negócio anunciado em agosto pela TRX que é cancelado. O primeiro deles foi o Pátio Malzoni, edifício ícone da Faria Lima onde está a sede do BTG Pactual e do Google, que era avaliado em R$ 1 bilhão.

Após a publicação da notícia do NeoFeed, as cotas do fundo imobiliário TRXF11 passaram a subir, indicando que os investidores viam com bons olhos o fim do acordo - no ano, caem 22,79%.

Só no mês de agosto, a TRX anunciou acordos de R$ 4,6 bilhões em ativos que envolviam galpões, escritórios, shoppings e imóveis de varejo. De todos os negócios anunciados, o único que ainda está de pé é um deal de R$ 876 milhões com a Iguatemi.

Na semana passada, quando questionada sobre o fim das negociações com a Cyrela, a TRX enviou uma nota ao NeoFeed, informando que “os imóveis que estamos considerando na emissão constam no estudo de viabilidade que divulgamos na data de ontem (27/08).”

Mas, ao contrário do que dizia a nota – e que acabou se confirmando nesta sexta-feira – o comunicado enviado ao mercado pela gestora TRX já não trazia os ativos da Cyrela.

A TRX, na ocasião, atualizou as informações sobre a sua 13ª emissão de cotas, que tem alvo de captar R$ 3,4 bilhões (embora o montante máximo seja R$ 5 bilhões) para financiar a aquisição de um grande pipeline de imóveis.