As aberturas de capital (IPO) e as ofertas subsequentes de ações (follow on) devem voltar com mais força neste ano, mas nada que lembre 2021. A expectativa gira ao redor de R$ 25 bilhões

A confirmação do IPO do PicPay, marcado para acontecer no dia 29 de janeiro, na Nasdaq, acendeu a esperança de empresas brasileiras de que uma janela possa estar se abrindo no mercado de capitais.

Como disse um veterano do mercado ao NeoFeed, tudo depende do ponto de vista. A janela, ao que parece, está entreaberta.

Se 2025 foi um ano praticamente zerado para operações de IPOs e follow ons, o início de 2026 dá indícios de que será diferente no que diz respeito às movimentações do mercado de capitais.

“Deve movimentar algo na faixa de R$ 25 bilhões neste ano”, diz um banqueiro de investimentos à reportagem.

O mercado aguarda follow ons de empresas como Pague Menos, Copasa, Tenda, Moura Dubeux, Banco Pine e, segundo apurou o NeoFeed, a Riachuelo.

Nos IPOs, além de PicPay, que acaba de ser confirmado, empresas como Agibank, Abra, You.Inc, BRK Ambiental e Aegea devem seguir a mesma trilha.

Não é nada que se compare ao ano de 2021, quando aconteceram 45 IPOs e 26 follow ons, movimentando R$ 126,9 bilhões, mas já é uma melhora considerável quando comparado com o marasmo de 2025, quando o mercado movimentou apenas R$ 5 bilhões em follow ons.

Outro alento é que, no primeiro semestre, espera-se grandes emissões de bonds de empresas brasileiras. “Os bancões devem engrossar a lista”, diz um outro profissional de mercado.

Neste caso, seriam mais US$ 10 bilhões movimentados. Não é uma grande janela, mas a luz começa a aparecer.

E a explicação para isso é que os estrangeiros vão continuar comprando Brasil em 2026, muitas empresas investidas por fundos precisam renovar seu captable, o Ibovespa deve continuar a se valorizar e a expectativa é que a taxa de juros comece a cair.

Só falta combinar com Donald Trump – aí que é mais difícil – para que ele traga um pouco de estabilidade no cenário global.