A consultoria de tecnologia Nava anunciou na terça-feira, 23 de junho, a aquisição do controle majoritário da CS Global IT, companhia especializada em soluções de computação em nuvem (cloud computing). Esta é a terceira aquisição da Nava em menos de um ano e faz parte da estratégia de crescimento e consolidação da companhia adotada após o investimento da Crescera Capital, realizado em 2024.

De olho em atingir R$ 1 bilhão em faturamento até 2030, a expectativa é que novos M&As venham pela frente. “Temos um roadmap de prioridades para complementar o portfólio e reforçar a atuação em alguns setores da economia”, diz André Scatolini, CEO da Nava, ao NeoFeed. “Temos a expectativa de novos M&As tanto no segundo semestre quanto no início de 2027.”

O acordo prevê que Carlos Sampaio, fundador e CEO da CS Global IT, permanecerá na companhia e assumirá a vertical de multicloud da Nava, reportando-se à vice-presidência de cloud, plataformas e operações digitais. Os termos financeiros da operação não foram divulgados.

Fundada há 17 anos, com operações em quatro países e clientes como Gol, Cemig e Santander, a CS atua como uma boutique especializada em engenharia de nuvem de missão crítica, com gestão de ambientes multicloud e governança de nuvem.

A plataforma da companhia permite aos clientes acessar diferentes serviços dos hyperscalers, escolhendo as soluções mais adequadas para as diversas áreas de seus negócios.

A Nava vinha conversando com a CS havia cerca de nove meses antes de fechar o acordo. Scatolini afirma que a empresa buscava, há algum tempo, um ativo que complementasse seu portfólio em cloud e governança de nuvem, mas encontrava dificuldades para identificar um alvo que não representasse apenas “mais do mesmo” em relação às competências que já possuía.

Segundo ele, a CS chega para complementar a unidade de cloud ao agregar especialização consultiva e capacidades de integração agnóstica, ampliando a oferta de serviços da Nava e fortalecendo sua atuação em toda a jornada de infraestrutura e multicloud dos clientes.

“Trouxemos a CS com a visão de ajudar os clientes no processo de modernização de legados, apoiando-os mais na camada lógica e consultiva do que simplesmente na parte física”, afirma Scatolini.

Ele também vê a operação como um passo importante para ampliar a atuação da empresa junto a grandes organizações dos setores financeiro, de seguros, energia e saúde, com as quais a Nava já trabalha por meio de serviços de consultoria digital.

A aquisição também visa acelerar o crescimento da receita da Nava. Antes de embarcar nos M&As, a empresa expandia seus negócios de forma orgânica. E vinha crescendo em ritmo acelerado: entre 2020 e 2025, sua receita evoluiu de R$ 90 milhões para cerca de R$ 400 milhões. A expectativa para este ano não foi revelada.

Com os M&As, o ritmo de expansão ganha tração. A expectativa é que a CS triplique a receita da área de cloud em três anos.

A incorporação da CS, somada às aquisições da consultoria de branding e estratégia de marca GH Brandtech, em novembro, e da Ventura ERM, especializada em cibersegurança, em janeiro, consolida a trajetória de crescimento inorgânico da Nava.

Com mais M&As previstos, a expectativa é que os novos ativos ajudem a encurtar o caminho até o faturamento bilionário. “Eu diria que estamos na metade do caminho do nosso objetivo”, afirma Scatolini.