A Nvidia acaba de acirrar, ainda mais, a disputa com marcas como Apple e Intel após o lançamento do seu primeiro “superchip” de inteligência artificial focado em notebooks pessoais, realizado nesta segunda-feira, 1 de junho. Com ele, será possível executar os agentes de IA tão falados pela companhia.

Chamado de RTX Spark, o produto é apresentado como “o chip para PC mais eficiente já construído” e é destinado a criadores, desenvolvedores de IA e gamers.

Inicialmente, os chips serão instalados em notebooks com sistema Windows desenvolvidos pela Dell, Lenovo, Microsoft, HP, Asus e MSI. A expectativa é que, em breve, cerca de 30 modelos de notebooks e 10 modelos de desktops utilizem os novos chips, desenvolvidos a partir da unidade de processamento gráfico (GPU) da Nvidia.

"Essa reinvenção do computador é tão significativa quanto foi a reinvenção do telefone no que hoje conhecemos como smartphone", afirmou o diretor-executivo da Nvidia, Jensen Huang durante a abertura da feira de tecnologia Computex, em Taipei, Taiwan.

Os novos chips mostram o avanço da inteligência artificial e, para muitos, a mudança de rota dos negócios inseridos nesse mercado. O setor, que antes era focado em grandes modelos de linguagem, hoje se distância do universo humano e se conecta às dezenas de milhões de agentes de IA, os famosos bots, que realizam todos os tipos de atividades de forma autônoma.

É nesse mercado que a Nvidia, empresa de US$ 5,1 trilhões de valor de mercado, está de olho com os novos chips. Na visão da companhia, a tecnologia dos agentes de IA pode, em pouco tempo, substituir o uso dos consumidores de chatbots como ChatGPT, Gemini e Claude.

“Essa era está chegando ao fim”, afirmou Kari Briski, vice-presidente de software de IA generativa da Nvidia, ao Wall Street Journal. “Os agentes são a nova carga de trabalho. Eles estarão em todos os lugares, dos data centers até o consumidor final.”

No domingo, 31 de maio, a Nvidia já havia apresentado ao mercado sua nova linha de hardware para computação de IA, conhecida amplamente como Vera Rubin.

A nova geração de produtos inclui a GPU mais poderosa da companhia, além de servidores desenvolvidos exclusivamente para CPUs Vera e um sistema de chips projetados pela Groq, tecnologia que custou US$ 20 bilhões à Nvidia no ano passado.

As novidades, que já estão em produção, chegarão ao mercado no terceiro trimestre deste ano. Ian Buck, vice-presidente da Nvidia para computação em hiperescala e alto desempenho, explicou que essa iniciativa faz parte de uma visão da companhia de que, com a ascensão da IA agêntica, tornou-se impossível atender às necessidades dos consumidores apenas com chips potentes ou até mesmo servidores personalizados.

“Isso exige hardware avançado de rede, bibliotecas de software que os desenvolvedores possam usar para programar chips e projetar modelos, além de grandes clusters de data centers capazes de conectar dezenas de milhares de processadores e processar dados com rapidez e eficiência de custos”, afirmou o executivo, ao WSJ.