A bola de cristal do Arthurito entra em ação

O Faria Limer mais famoso do Condado arrisca os palpites para o mercado financeiro e para o futuro do trabalho em 2022. Saiba o que ele está enxergando

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Voltei! O ano de 2022 começou e, se você não está com algum tipo de gripe ou com uma fatura exorbitante no cartão de crédito, você é privilegiado! Voltando de São Miguel do Gostoso (RN) fiquei me perguntando: o que devemos esperar de 2022? Aqui vão os alguns pitacos:

Cenário econômico
Em um ano eleitoral é muito difícil que haja reformas, logo fica complicado ver alguma perspectiva de crescimento econômico. Somado a isso, com os juros na casa de dois dígitos, a inflação e o desemprego ainda altos, devemos ter mais um ano “perdido”. Isso que ainda nem começou o ano legislativo, apesar de algumas pautas já impactarem a bolsa desde dezembro.

Bolsa brasileira
O índice Ibovespa está barato e negociando a um desconto de aproximadamente 30% se comparado a média de P/L dos últimos anos. Mas isso significa que é hora de comprar e que os ativos vão subir? Acho que não.

A perspectiva de alta de juros nos EUA deve puxar fluxo de capital para longe daqui e a bolsa sofre também uma concorrência doméstica duríssima com uma outra classe de ativo que é velha conhecida do brasileiro: a renda fixa, que vem mais forte como nunca com a SELIC no atual patamar

Renda Fixa
O mercado estima que a SELIC deve atingir seu pico de alta em março de 2022, mas a tendência é um cenário de juros altos ao longo de todo ano. Isso deve trazer muito fluxo tanto de investidores mais experimentados que andaram se machucando na bolsa, quanto dos bilhões que ainda temos embaixo do colchão da Poupança, já que produtos de renda fixa se apresentam como uma boa porta de entrada no mundo dos investimentos.

Falando em poupança, a boa notícia é que, em 2021, houve o primeiro saldo negativo desde 2016. Os brasileiros retiraram mais recursos do que colocaram na poupança e o saldo (diferença entre depósitos e retiradas) foi negativo em R$ 35,5 bilhões

Bolsa americana
O brasileiro começou a se adaptar aos investimentos internacionais e nada como um ano eleitoral para assustar os investidores e empurrar ainda mais recursos para o exterior.
A indústria se desenvolveu e há cada vez mais plataformas que facilitam esse acesso. Acho que 2022 será o ano da virada de chave para o investidor que ainda não experimentou internacionalizar parte de seu portfólio.

Criptoativos
Em 2022 a bitcoin completa 13 anos de vida e, como qualquer adolescente, ainda é instável, volátil e polêmica. Tudo indica um amadurecimento desse ativo nesse ano na esteira dos vários movimentos de “institucionalização” em curso como a criação de fundos e ETFs, ampliação das exchanges, países estudando o tema e até research especializado para quem quer fazer “crypto picking”. Eu ando animado para subir minha exposição de 2% para 5-7%.

COVID-19
A vacinação trouxe mais tranquilidade às pessoas em relação a Covid (mas o alerta continua), enquanto muita gente tem se preocupado mais com a Influenza. O brasileiro, em especial o Faria Limer, se tornou um verdadeiro especialista em doenças respiratórias e a indústria de exames laboratoriais vive uma verdadeira primavera. Continuem se cuidando, tomem vacina, mas vivam!

Vida na Faria Lima
No final do ano passado a vida começava a esboçar normalidade, mas os novos casos de COVID-19 e as mudanças comportamentais me fazem crer que o modelo híbrido de trabalho é um caminho sem volta. Endurecer regras nesse sentido pode ser visto como uma fragilidade competitiva das empresas na hora de atrair talentos.

Cada vez mais os habitantes da Condado se organizam para períodos de home office ou até mesmo travel office com amigos em minitemporadas no Nordeste ou no litoral paulista. Fiquem tranquilos velhotes, todos continuam “bônus driven” e a entrega no trabalho será feita!

Arthurito da Faria Lima tem mais de uma década de experiência no mercado financeiro e lançou seu perfil no Instagram, em agosto de 2020, para comentar os bastidores do Condado da Faria Lima – de preferência apreciando um bom Negroni. Nos fins de semana, costuma desembarcar com a sua “tropa” na Baleia, em Campos ou na Península.

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