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A YVY, espécie de “Nespresso” da limpeza, capta seu primeiro aporte

A startup, que vende produtos de limpeza naturais, em cápsula, via planos de assinatura, recebeu um aporte de R$ 3 milhões. A rodada tem a participação de Gustavo Roxo (ex-BTG Pactual), Paula Nader (ex-Santander) e Marcos Angelini, CEO da RedBull na América Latina

 

Marcelo Ebert, cofundador e CEO da YVY

Em 2018, quando fundaram a YVY, startup de produtos de limpeza naturais, Marcelo Ebert e José Majolo tinham uma questão bem clara em mente: até colocar o negócio na rua e validar seu modelo, a operação caminharia com as próprias pernas, sem um único centavo de terceiros.

Dois anos depois, concluída essa etapa, chegou o momento de a dupla traçar um novo plano. E agora, com o caixa reforçado. A companhia acaba de captar sua primeira rodada de investimentos, no valor de R$ 3 milhões.

Curiosamente, parte dos recursos veio de “dentro de casa”. Membros do advisory board da YVY, Paula Nader, ex-Santander, e Gustavo Roxo, ex-McKinsey e BTG Pactual, participam da rodada, que inclui ainda Luis Hartmann, sócio da Be IT Recruitment, e Marcos Angelini, CEO da RedBull na América Latina.

“Sempre fomos muito regrados e aprendemos muito nesses dois anos”, diz Ebert, cofundador e CEO da YVY, em entrevista ao NeoFeed. “Com o aporte, vamos poder colocar mais fichas em frentes que já testamos e que sabemos que dá resultado.”

O modelo testado pela YVY nesse período passa pela venda de planos de assinatura de produtos em cápsulas e entregues na casa do consumidor. A proposta se assemelha a uma “Nespresso” da limpeza e o portfólio inclui desinfetantes, lava louças, desengordurantes, multiuso e lava roupas.

Por meio do site da empresa, o consumidor por montar kits de acordo com as suas necessidades. Há também pacotes específicos, voltados a quem mora sozinho e a casais com pets, por exemplo. O preço da assinatura mensal varia de R$ 60 a R$ 150.

Com a proposta de reduzir os problemas de alergias causados pelos produtos tradicionais, que usam ingredientes químicos, a startup investe em um portfólio a base de insumos naturais, como o terpeno, extraído da casca de laranja. O formato também combina materiais renováveis e menos plástico.

A YVY não partiu totalmente do zero para consolidar esse modelo. A startup é um spin-off da TerpenOil, empresa fundada por Majolo, em 2007. Com sede em Jundiaí (SP), a companhia tem uma abordagem semelhante, voltada ao mercado corporativo.

A pegada sustentável da YVY já vinha atraindo mais consumidores antes da Covid-19. Com a pandemia, a aquisição de clientes foi acelerada. “Saímos de mil assinantes, no ano passado, para uma base atual de cerca de 4 mil, em todo o País”, observa Ebert. “A projeção é fechar o ano com pelo menos 5 mil usuários.”

A área de marketing será o principal destino do aporte. Segundo Ebert, além de reforçar os investimentos em campanhas digitais, o plano é estender as estratégias, antes mais concentradas em São Paulo, a outras praças.

Outro foco dos investimentos é ampliar o portfólio de produtos. O primeiro deles, o limpa pisos, será lançado ainda neste mês e os planos incluem ainda novas fragrâncias, bem como melhorias nas embalagens.

A YVY tem uma base de 4 mil assinantes e projeta fechar o ano com mais de 5 mil usuários

Ao mesmo tempo, a YVY vai começar a internalizar muitos dos processos que, até então, terceirizava. A estratégia inclui áreas como desenvolvimento, mídia de performance e experiência do cliente.

Outro plano, mais de médio prazo e ainda embrionário, é testar formatos de venda offline. “Podemos colocar os produtos numa rede de varejo”, diz Ebert. “Ou abrir uma pop up store sozinha ou mesmo com outras marcas.”

Lançada neste ano e batizada de YVY Naturals, a operação da startup nos Estados Unidos, a princípio, não será alvo do investimento. O pontapé naquele mercado foi dado depois da participação em um programa da SKU, aceleradora americana especializada em startups e projetos de bens de consumo.

“Os Estados Unidos são um mercado bem mais competitivo, mas, ao mesmo tempo, os produtos naturais já têm 20% do setor”, diz Ebert. “Enquanto aqui, concorremos diretamente com gigantes como Unilever, lá já existe espaço para ganhar participação de empresas com a mesma proposta que a nossa.”

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