Analistas preveem um “ano suculento” para o Burger King

Companhia registrou forte aumento de margens no começo do ano, com receita puxada pelo retorno das pessoas aos restaurantes e os custos sob controle

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A BK Brasil vale R$ 1,8 bilhão na B3

O resultado do BK Brasil no primeiro trimestre deixou os analistas com “água na boca”, com eles prevendo um “ano suculento” sobre o que vem por aí para o operador das redes de restaurantes Burger King e Popeye’s no País, diante dos sinais de retomada do tráfego às lojas e os efeitos das medidas implementadas para controlar custos.

A companhia, que sofreu muito com a restrição à circulação de pessoas nos últimos dois anos, divulgou na quinta-feira, 12 de maio, que a receita operacional líquida atingiu R$ 801,2 milhões no primeiro trimestre, crescimento de 42,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

As vendas no conceito “mesmas lojas”, métrica que considera o desempenho de unidades com um ano de funcionamento, foram positivas. Os restaurantes da bandeira Burger King tiveram alta de 21,4%, revertendo a queda de 10,3% vista no mesmo período de 2021. O mesmo ocorreu com a Popeye’s, cujas vendas “mesmas lojas” passaram de queda de 23,5% para alta de 60,4%.

Esse desempenho, combinado com renegociações de contratos com fornecedores e iniciativas da administração para impulsionar a receita, levaram a margem bruta a atingir o maior patamar desde 2018, de 63,4%.

A evolução operacional que o BK Brasil registrou no primeiro trimestre ganhou destaque no relatório de Marcella Recchia, do Credit Suisse, a ponto de sua análise se intitular “Um começo suculento para o que vem por aí”, em tradução livre do inglês. Ela recomenda a compra das ações, com preço-alvo de R$ 10,50, o que representa um potencial de alta de 65% ante o fechamento de ontem.

“A manutenção das eficiências com os quiosques de autoatendimento e maior alavancagem operacional levaram a uma melhora significativa nas despesas com pessoal e ocupação de lojas, que representaram 17,3% e 9,2% da receita, abaixo dos 25,1% e 11,1% do primeiro trimestre de 2021, respectivamente”, diz um trecho do relatório.

A evolução da receita líquida, da margem bruta e o controle das despesas gerais e administrativas também foram destacadas pelos analistas Thiago Bortoluci e Galdino Falcao, do Goldman Sachs, como um bom indicador sobre o que vem por aí.

No relatório, eles citaram ainda que o BK Brasil conseguiu superar o consenso do mercado para o Ebitda em 18% no trimestre, mesmo após as projeções terem subido em mais de 100% nas últimas duas semanas.

“Olhando para frente, acreditamos que o retorno gradual do tráfego aos restaurantes, que ainda está 15% abaixo dos níveis pré-pandemia, deve continuar suportando não apenas o crescimento das vendas, mas resultar numa forte alavancagem operacional”, diz trecho do relatório.

Os analistas reiteraram a recomendação de compra para as ações do BK Brasil, com preço-alvo de R$ 12,50, indicando um potencial de alta de 96,2%. O papel é uma das principais indicações do Goldman Sachs para o setor de alimentos e bebidas.

O otimismo dos analistas com o desempenho do BK Brasil está sendo acompanhado pelos investidores, com as ações da empresa subindo no pregão desta sexta-feira, 13 de maio.

Por volta das 12h23, as ações subiam 4,55%, a R$ 6,66. Com isto, elas acumulam alta de 14,4% no ano e a companhia registra valor de mercado de R$ 1,8 bilhão.

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