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Economia não se recuperará mais rápido com a vacina, acredita chairman do UBS

Na contramão da onda de otimismo no mercado por conta do anúncio dos testes bem-sucedidos dos estudos clínicos da Pfizer, Axel Weber, presidente do Conselho de Administração do banco suíço UBS, entende que a descoberta de uma vacina, por si só, não será capaz de acelerar a recuperação da economia

 

Axel Weber, presidente do Conselho de Administração do UBS

Na segunda-feira, 9 de novembro, a Pfizer viu suas ações subirem mais de 15% e fecharem o dia na Bolsa de Nova York com alta de 7,69%. A escalada veio após o anúncio dos testes clínicos bem-sucedidos para o desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19, em parceria com a alemã BioNTech.

Com o mundo à espera de uma solução definitiva para combater o coronavírus, o entusiasmo, claro, não ficou restrito aos papéis da farmacêutica americana. A perspectiva de uma vacina e de um caminho mais claro para a recuperação econômica trouxe reflexos positivos no humor dos mercados em todo o globo.

Essa onda de otimismo não alcançou, porém, Axel Weber, presidente do Conselho de Administração do banco suíço UBS. Na contramão do movimento observado no mercado, o economista alemão procurou dar um tom mais realista a esse cenário.

“Eu não sou pessimista. Quero dizer, eventualmente, nós vamos superar isso”, afirmou Weber, em entrevista concedida à rede americana CNBC. “Mas não devemos ter a ilusão de que será rápido. Isso levará algum tempo.”

Em uma análise mais detalhada, durante uma conferência virtual realizada pelo banco nesta semana, Weber afirmou que levará ao menos um ano até que o PIB global retome os níveis pré-crise. E mais um ou dois anos para a recuperação dos patamares de emprego e de crescimento observados antes da pandemia.

Questionado sobre a vacina, o executivo do UBS ressaltou que, definitivamente, “foi uma boa notícia”. Ele ressaltou, porém, que há uma longa etapa até que programas de vacinação em massa, em níveis domésticos e global, sejam implementados, caso a droga seja aprovada.

Com seu estudo na última fase antes de uma eventual aprovação, a Pfizer e a BioNTech esperam produzir acima de 50 milhões de doses do medicamento ainda em 2020. Entretanto, como cada pessoa precisa de duas doses, apenas 25 milhões de cidadãos devem ser vacinados em um primeiro momento, menos de 1% da população mundial.

Para Weber, apesar dos benefícios da descoberta de uma forma eficaz de prevenção ao coronavírus, essa matemática traz, na prática, um resultado decepcionante.

“A vacina tem um impacto na atividade econômica, eliminará alguns riscos, e parte do sofrimento humano será amenizado”, disse. “Mas há um longo caminho antes que nós consigamos qualquer coisa próxima ao que as pessoas chamam de imunidade em massa”, finalizou.

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