Grupo Sabin acelera sua expansão e mira startups

Em entrevista ao Conexão CEO, Lídia Abdalla, CEO do Grupo Sabin, fala sobre aquisições, abertura de novas unidades, o marketplace Rita Saúde, investimento em startups, inovação, IPO e as novas perspectivas no setor de saúde

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A carreira de Lídia Abdalla se confunde com a trajetória do Grupo Sabin. Em 1999, um ano depois de desembarcar em Brasília (DF), recém-formada em Bioquímica, a mineira da pequena Alpinópolis foi contratada como trainee do laboratório, na época, o terceiro maior da capital federal.

Com o tempo, ela soube dosar seus conhecimentos na área com novas competências de gestão. E, em janeiro de 2014, depois de passar por diversos setores da empresa, assumiu o comando da operação.

“Muitos me perguntam se fazer toda a carreira em apenas uma empresa não é ruim”, diz Lídia, em entrevista ao Conexão CEO (vídeo completo acima). “E eu digo que se é uma companhia que segue com a mesma atuação e tamanho, talvez seja. Mas esse não é o caso do Sabin.”

Da presença antes restrita à Brasília, o grupo evoluiu para uma rede de 296 unidades, em 54 cidades, de 12 estados, além do Distrito Federal. Hoje, são 5,7 mil funcionários e um faturamento de R$ 1,2 bilhão. E os planos para seguir expandindo essa operação envolvem três frentes, sendo uma delas mais recente.

“Nós acreditamos que o futuro da saúde será um modelo híbrido. Por isso, vamos seguir abrindo unidades e comprando laboratórios onde não estamos presentes”, afirma Lídia. “Temos o projeto de abrir 15 unidades esse ano e já fizemos quase 30 aquisições desde que iniciamos nossa expansão.”

A terceira via de crescimento tem como ponto de partida o Rita Saúde, marketplace lançado em março e disponível, inicialmente, em Brasília. A plataforma vai mesclar ofertas próprias com produtos e serviços de terceiros, além de descontos em farmácias.

“O digital elimina as barreiras geográficas”, diz Lídia. “Vamos começar por praças onde já temos operação, mas, no médio prazo, queremos expandir para regiões onde não atuamos, em parcerias, incluindo a possibilidade de colocar serviços concorrentes, de outros laboratórios.”

No programa, Lídia fala ainda de temas como o Kortex Ventures, fundo de R$ 200 milhões em parceria com o Fleury, destinado ao investimento em startups, inclusive do exterior; o hub de inovação SkyHub.bio; as mudanças que a pandemia trouxe ao setor; e como o grupo avalia a opção de um IPO.

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