Joint venture entre Totvs e B3, Dimensa faz primeira aquisição

Após ter a aprovação do Cade e da CVM para operar, a empresa de tecnologia B2B para o setor financeiro compra a InovaMind, startup de inteligência artificial e big data, por R$ 23,5 milhões

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Denis Piovezan, CEO da Dimensa

Em setembro do ano passado, Denis Piovezan, CEO da Dimensa, afirmou ao NeoFeed que a empresa esperava apenas a aprovação da operação, uma joint venture da Totvs com a B3, pelo Cade e a CVM para iniciar uma onda de aquisições.

O sinal verde veio no início de outubro de 2021. E nesta segunda-feira, 10 de janeiro, a Dimensa começa a cumprir sua promessa. A companhia acaba de anunciar a aquisição de 100% da InovaMind, startup de inteligência artificial e big data.

O acordo foi fechado por R$ 23,5 milhões e o contrato prevê, adicionalmente, o pagamento de um preço complementar variável, sujeito ao alcance de determinadas metas estabelecidas relativas aos anos de 2022 e 2023, entre outras condições.

“Com esta aquisição, a Dimensa amplia sua oferta de produtos e serviços para seus clientes e dá mais um passo estratégico para fortalecer sua posição de liderança no segmento de tecnologias B2B para o setor financeiro e de fintechs”, destacou a empresa, em comunicado ao mercado.

Fundada em São Paulo, em 2018, a InovaMind combina recursos e conceitos como inteligência artificial, machine learning e big data para criar produtos e serviços digitais para empresas de todos os portes. Seu portfólio inclui, por exemplo, soluções de onboarding, validação de identidade e gestão de riscos.

Com 31 funcionários, a empresa atende 40 clientes e já desenvolveu produtos e serviços para companhias como Itaú BBA, Banco Carrefour, O Boticário, Porto Seguro e Loft. Com essa carteira, a startup reportou uma receita bruta anualizada de cerca de R$ 11 milhões no quarto trimestre de 2021.

A Dimensa, por sua vez, foi criada em julho do ano passado, a partir de uma joint venture entre a Totvs Financial Services (TFS), divisão de infraestrutura para o mercado financeiro da Totvs, com a B3. Entre outros recursos, a empresa nasceu com um cheque de R$ 600 milhões da B3, que detém 37,5% da companhia.

Além das aquisições, a empresa tem outros planos no curto prazo, conforme afirmou Piovesan, ao NeoFeed, em setembro. “Vamos deixar a empresa pronta para ser independente e abrir capital em um curto espaço de tempo”, disse o executivo, na época.

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