Na XP Ventures, investir em startups é só um “detalhe” (mas ele não é pequeno)

Braço de inovação da XP não foi criado apenas para comprar participações em startups. Ele tem também a missão de entender as tendências tecnológicas e levar empresas que possam prestar serviços dentro do grupo. Marcos Sterenkrantz, head da XP Ventures, conta a estratégia ao Café com Investidor

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O nome XP Ventures pode indicar, em uma rápida interpretação, que esse é o braço do grupo financeiro criado por Guilherme Benchimol para investir em startups. Mas isso é só um detalhe – embora ele não seja pequeno.

Como explica Marcos Sterenkrantz, head da XP Ventures, em entrevista ao Café com Investidor, seria limitante entender a XP Ventures dessa forma.

Criada em 2019, a XP Ventures tem três pilares: entender as tendências tecnológicas, investir em startups em estágio avançado e levar para dentro de casa empresas inovadoras para prestar serviços.

“Havia muita procura de startups e de empresas de tecnologia querendo se engajar no nosso ecossistema”, diz Sterenkrantz. “Mas não existia uma área centralizada para fazer isso acontecer. Entendemos o que seria uma área de inovação com as características da XP. E aí surgiu a XP Ventures.”

Um exemplo de atuação da XP Ventures foi a criação do cargo de Chief Data Officer na XP depois de uma visita dos principais executivos da empresa à China no ano passado. “Lá mudou a cabeça (dos executivos)”, afirma Sterenkrantz. “Quem vai ganhar o jogo vai ter uma área muito robusta de dados.”

Mas, é claro, que a XP Ventures investe também em startups. A lógica, nesse caso, é encontrar empresas com sinergias ao negócio da XP e em estágio avançado – muitas vezes, a companhia compra o controle da startup.

Até agora, foram três investimentos: a Fliper, um aplicativo que permite comparação de investimentos; a Antecipa, um marketplace de antecipação de recebíveis; e a DuAgro, um fintech do setor agropecuário.

Nesse caso, a XP Ventures não tem veículo para fazer o investimento. O braço de inovação da XP usa os recursos da empresa e negocia caso a caso.

“Sempre que vemos uma oportunidade a gente investe. Queremos alocar o capital da melhor forma possível, mas não vamos investir por investir”, afirma Sterenkrantz, que diz que o grupo estuda a criação de um veículo para investir em startups em estágio inicial.

O último pilar da XP Ventures é aproximar as startups da XP. Mas como prestadores de serviços. Até agora, já foram mais de 18 parcerias.

Na entrevista que você assiste no vídeo acima, Sterenkrantz conta ainda sua experiência como empreendedor quando atuou no fundo alemão Rocket Internet e participou da fundação da ClickBus. Ele fala também de sua experiência com o ecossistema de inovação de Israel. Assista a mais um episódio do Café com Investidor.

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