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Startup japonesa quer ser a “Fedex” do espaço (e acaba de captar US$ 28 milhões)

A startup ispace vai acelerar o desenvolvimento de sua base lunar com os recursos. O plano é ser uma empresa de entregas espaciais, levando equipamentos científicos e comerciais, como robôs e rovers, à Lua

 

ispace levantou US$ 125 milhões em investimentos totais

A startup japonesa ispace acaba de levantar US$ 28 milhões em uma rodada série B liderada pela IF SPV 1st Investment Partnership, através do Incubate Fund.

O dinheiro será usado para acelerar o desenvolvimento da base lunar que deve receber os dois primeiros lançamentos da empresa, programados para acontecer em 2022 e 2023.

O plano da isapce é ser uma empresa de “entregas” espaciais, levando com seu foguete HAKUTO-R equipamentos científicos e comerciais, como robôs e rovers, à Lua.

Agências espaciais, como a NASA, que planeja uma série de missões lunares, podem se beneficiar deste serviço. No setor privado, a ispace já tem clientes como a Takasago Thermal, que quer levar e testar sua tecnologia de eletrólise na Lua.

A seguradora Mitsui Sumitomo também pode “decolar” com a companhia, uma vez que está desenvolvendo um produto especial para cobrir missões comerciais lunares.

Por todos esses motivos, a ispace se autodenomina a “Fedex” do espaço, numa referência a gigante americana de entregas expressas.

Com o novo aporte, o investimento total na companhia chega a US$ 125 milhões, provenientes de fundos como o Takasago Thermal Engineering Co., o Mitsui Sumitomo e do novato Space Frontier Fund, fundo focado em atividades espaciais, criado em maio de 2020, com o capital inicial da Toyota, Mitsubishi, Mizuho Bank e outros.

A ispace foi fundada em 2010, como uma iniciativa para concorrer ao Lunar XPrize, prêmio financiado pelo Google. A competição premiaria em US$ 20 milhões a primeira empresa que conseguisse pousar na Lua e explorar uma superfície de 500 metros.

Em 2018, a premiação foi encerrada sem um vencedor, mas algumas equipes continuaram suas pesquisas, apostando no crescente interesse governamental da exploração lunar e na queda do preço da tecnologia para essas missões.

É o caso da ispace, que ficou entre as cinco finalistas na competição. Além de levar equipamentos para a Lua, a startup japonesa pretende ainda explorar suas duas missões para a coleta e venda de dados.

Através da recém-anunciada plataforma Blueprint Moon, a ipsace vai comercializar as informações de imagens, ambientais e químicas que reunir com seus lançamentos para ajudar outras empresas que tentam estruturar suas próprias missões.

“O novo investimento e o lançamento da nossa plataforma de dados lunares não apenas apoiam o desenvolvimento constante dos negócios da ispace, como também provam que somos capazes de liderar o crescimento da economia lunar, expandindo a presença humana no espaço e criando um mundo mais sustentável”, disse o fundador e CEO da companhia, Takeshi Hakamada, em comunicado oficial.

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