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Inovação

Tecnologia 5G deve estrear no Brasil a partir de 2021

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) promete o leilão da quinta geração da telefonia celular (5G) no primeiro trimestre de 2020. Operadoras aguardam regras para decidir investimentos

 

A Coreia do Sul já conta com a rede 5G nacionalmente desde abril deste ano. Nos Estados Unidos, algumas cidades já podem desfrutar da velocidade da nova tecnologia, que pode ser até 100 vezes mais rápida que a 4G. A China e o Japão também devem estrear seus sistemas 5G em breve. Quando o Brasil vai entrar na era da ultravelocidade da internet móvel?

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) confirmou ao NeoFeed que planeja fazer os leilões das faixas de frequência da tecnologia 5G no primeiro trimestre de 2020.

“A proposta passará por consulta pública e, posteriormente, irá à deliberação do Conselho Diretor da Agência”, informou a agência reguladora do setor de telecomunicações, por meio de nota. “A licitação está prevista para o primeiro trimestre de 2020 e a operação comercial poderá iniciar a partir da assinatura dos Termos de Autorização.”

É difícil saber quanto tempo depois de assinados os Termos de Autorização os serviços das empresas de telefonia vão entrar no ar. Há um longo caminho a ser percorrido até a estreia da tecnologia 5G no Brasil, que passa pela assinatura de contratos com os fornecedores de infraestrutura, a construção da rede e, por fim, a oferta comercial.

Segundo especialistas com quem o NeoFeed conversou, há dois cenários. O otimista estima que, no fim de 2020, as operadoras de telefonia comecem a ofertar os serviços em grandes cidades brasileiras. O pessimista acredita que só a partir de 2021 a oferta vai sair do papel. “Estamos aguardando para ver como fica”, afirma Sérgio Kern, diretor do SindiTelebrasil, que representa as empresas de telecomunicações. “Temos uma dificuldade de investimento.”

A Anatel estima que os investimentos em telecomunicações devem somar R$ 40 bilhões na próxima década, com 40% desse montante destinado a redes de banda larga móvel (3G/4G/5G). “A administração brasileira tem utilizado os leilões para arrecadação”, diz Kern. “Defendemos que o custo da frequência seja o mínimo possível, mas que seja embutido obrigações de abrangência do serviço.”

Durante a Futurecom, evento que reuniu fornecedores e operadoras de telecomunicações no ano passado, os presidentes das empresas de telefonia foram unânimes em afirmar que a quinta geração da telefonia celular só deve começar a operar a partir de 2021. “As operadoras não estão paradas e estão modernizando suas redes para se preparem para o 5G”, afirma Carlos Roseiro, diretor de soluções integradas da Huawei do Brasil, fornecedora chinesa com 40 contratos globais para implementação das redes de quinta geração.

As operadoras já estão fazendo testes com a tecnologia. A TIM, por exemplo, fez testes em Florianópolis com a tecnologia da Huawei. A Oi escolheu a cidade de Búzios (RJ) para testar a quinta geração da tecnologia celular. A Vivo e a Claro também já avaliaram a tecnologia em suas redes.

Há entraves econômicos para a rápida implementação da tecnologia 5G no Brasil. Apesar de a rede 4G estar presente para 96% da população brasileira, os investimentos nessa tecnologia ainda não foram amortizados. “Ninguém quer entrar em uma corrida para perder dinheiro. Mas se os consumidores pressionarem, pode ser que os planos sejam adiantados”, diz uma fonte do setor.

As redes 5G podem trazer dinheiro às empresas de telefonia. O Global Industry Vision (GIV), um estudo feito pela Huawei, indica que a quantidade de dados por usuário 5G chegue aos 70 GB, impulsionando um crescimento da receita das operadoras em até 20%.

Implantar redes 5G tem uma dificuldade adicional, em especial no Brasil. Segundo a SindiTelebrasil, são necessários cinco vezes mais antenas do que com a tecnologia 4G. Não só será mais cara a instalação da infraestrutura, como também há serão necessários mais locais para as antenas.

Embora a Lei das Antenas tenha sido aprovada em 2015, até hoje não foi regulamentada. Com isso, cada município pode ainda impor restrições para a instalação da tecnologia.

O governo atual trabalha na sua regulamentação. A intenção é regulamentar o “silêncio positivo” estabelecendo que se a Prefeitura não se manifestar em 60 dias, após o pedido de instalação de uma antena de celular, a operadora fica liberada a instalar sua antena de celular, respaldada por essa lei geral, que é federal.

Para sair do papel, a legislação precisa andar na mesma velocidade de uma conexão 5G.

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