Negócios

Amazon reformula seu site para vender menos (é isso mesmo, você não leu errado)

A empresa de Jeff Bezos está tirando do ar recursos tradicionais que incentivam os consumidores a encher o carrinho de compras. Motivo? Não está dando conta do aumento da demanda

 

Site da Amazon

Acredite se quiser. A Amazon está reformulando seu website para fazer o contrário do que a tornou a mais forte e dominante varejista online do mundo: vender menos.

A companhia de Jeff Bezos está observando um aumento de volume de seus pedidos. Ao mesmo tempo, a varejista virtual está lidando com ausências de trabalhadores durante a pandemia.

A solução encontrada pela Amazon para resolver esse dilema foge de tudo o que ela pregou nos últimos anos. A varejista online está tomando medidas para convencer os compradores a colocar menos itens em seus carrinhos de compras, segundo uma reportagem do The Wall Street Journal.

No mês passado, a Amazon removeu um de seus recursos mais populares: o de recomendação. Esse item mostrava o que outros compradores tinham comprado, o famoso “quem comprou esse item também comprou esse”.

A companhia também decidiu cancelar as promoções do Dias das Mães e do Dia dos Pais. O Prime Day, um dia de promoções para os assinantes de seu serviço, foi também adiado por tempo indeterminado. Além disso, a Amazon reduziu os cupons de descontos.

“Os funcionários da Amazon estão trabalhando dia e noite para obter os suprimentos necessários para entregar diretamente às pessoas que precisam deles”, escreveu Bezos, em uma carta aos acionistas. “A demanda que estamos vendo por produtos essenciais tem sido alta. Mas, diferentemente de um aumento previsível de feriados, esse pico ocorreu com pouco aviso, criando grandes desafios para nossos fornecedores e rede de distribuição.”

“Os funcionários da Amazon estão trabalhando dia e noite”, escreveu Bezos

Bezos, que é a pessoa mais rica do mundo, com uma fortuna avaliada em US$ 145 bilhões, não tem do que reclamar da pandemia, que já matou 150 mil pessoas pelo mundo.

Segundo uma reportagem da Bloomberg, ele ficou US$ 24 bilhões mais rico desde que a crise sanitária começou. As ações da varejista online já se valorizaram 25% neste ano. Com isso, seu valor de mercado chegou a quase US$ 1,2 trilhão, atrás apenas de Microsoft e Apple.

“Normalmente, queremos vender o máximo possível, mas toda a nossa rede está tão cheia agora com apenas desinfetantes para as mãos e papel higiênico, que não temos capacidade para atender a outras demandas”, disse um funcionário da Amazon, citado pelo WSJ.

Internamente, a Amazon montou uma equipe de executivos com a tarefa de descobrir como e quando a Amazon pode retornar aos tempos normais de seleção e entrega de antes da pandemia.

A estimativa é que a Amazon possa levar até dois meses para voltar a operar com a mesma capacidade pós-coronavírus.

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