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Com Kim Kardashian e DC Comics, Spotify quer fazer barulho nos podcasts

A celebridade americana vai falar sobre justiça criminal, enquanto a subsidiária da Warner, e responsável por heróis como Batman e Super-homem, criará programas roteirizados. É mais um movimento da empresa sueca para se tornar protagonista nesse segmento

 

Spotify é avaliado em US$ 43 bilhões

Comemorando seu volume máximo na bolsa de valores, o Spotify promete fazer ainda mais barulho no mercado reforçando sua presença em podcasts. A empresa sueca, avaliada em US$ 43 bilhões, anunciou essa semana acordos com a influencer e empresária Kim Kardashian West e com a gigante dos quadrinhos DC Comics, da Warner Bros. 

Ambas parcerias fazem parte de uma série de investimentos milionários que a companhia vem fazendo para ganhar mais espaço na área de conteúdo em áudio – e, eventualmente, silenciar o ruído de seus consecutivos anos de prejuízo, que só em 2019 foi de mais US$ 200 milhões.

Com Kim Kardashian, a “rainha do reality show” que está estudando direito, o Spotify pretende levar ao ar um podcast focado em justiça criminal. O programa será co-apresentado e co-produzido pela jornalista Lori Rothschild Ansaldi. 

Já com a DC Comics, responsável pelas histórias de grandes personagens como Super-homem, Batman, Mulher Maravilha e outros, a proposta é criar um podcasts de narrativas para se tornarem série. Não há informação dos valores negociados e nem do prazo para a estreia dos novos shows. 

Um dos grandes acordos firmados recentemente pela Spotify cujo valor foi tornado público foi a contratação, em maio, do comediante Joe Rogan por mais de US$ 100 milhões. A partir de 1 de setembro, o podcast de Rogan, um dos mais famosos do Youtube, passa a estar disponível apenas na plataforma sueca.

No que diz respeito a esporte, o Spotify se blindou com a aquisição da The Ringer, considerada uma espécie de ESPN do áudio, com mais de 30 podcasts esportivos em seu catálogo. 

Somando-se todos os investimentos que a empresa fez até agora nesse nicho de conteúdo de áudio, a cifra passa de US$ 600 milhões, de acordo com o portal Business Insider

As estratégias e apostas do Spotify parecem ter o aval do mercado: desde o começo do ano, os papéis da empresa se valorizaram 52,5%. 

Em sua última carta enviada aos acionistas, a própria empresa reconheceu: “Nós continuamos registrando um crescimento exponencial do consumo de podcast (cerca de 200% ao ano) e agora está claro que esse formato de mídia está promovendo maior engajamento e retenção”. 

Apesar da empolgação (e dos investimentos), a sueca ainda abocanha uma parcela muito pequena do mercado. De acordo com um levantamento capitaneado pela empresa de investimento Andreessen Horowitz, o Spotify detém apenas 10% do market share, dominado pela Apple – que controla quase 65% do setor, mas tem pouca tração fora dos Estados Unidos. 

Com mais de 700 mil podcasts gratuitos, esse mercado deve crescer 30% neste ano, segundo projeção da companhia de auditoria Deloitte. A expectativa é que mais de 160 milhões de ouvintes participem desse nicho até 2023. 

Dentro de casa, o Spotify prefere trabalhar com as próprias análises, e calcula que os podcasts tragam cerca de US$ 659 milhões em receita à companhia, em 2020. 

O Spotify tem 271 milhões de usuários ativos mensalmente, enquanto 124 milhões deles são pagantes. Ambos esses números saltaram 31% em relação ao ano anterior. Em 2019, a receita da Spotify foi de US$ 7,44 bilhões, 29% maior que em 2018. 

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