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Contra a corrente: a luta de Maitê Lourenço para formar empreendedores negros

Ela fundou a BlackRocks Startups, um hub de inovação para capacitar empreendedores negros e ajudá-los a receber investimentos. O BTG Pactual e o TikTok resolveram apoiar essa ideia. Conheça os desafios e os planos de Maitê Lourenço no Café com Investidor

 


Quando fundou, em 2010, a Cia de Currículos, um e-commerce na área de recursos humanos, Maitê Lourenço começou a participar de eventos da comunidade brasileira de empreendedorismo. Foi quando ela fez o que chama de “teste do pescoço”: olhou ao redor e não encontrou outros empreendedores negros.

Na época, ela já participava de um grupo de WhatsApp, chamado de BlackRocks Startups, que fornecia ingressos a eventos e informava o que acontecia no universo de empreendedorismo. Com o tempo, sentiu a necessidade de assumir o grupo para mudar essa situação.

Foi assim que surgiu, em 2016, o hub de inovação BlackRocks Startups, cuja missão é capacitar empreendedores negros e ajudá-los no processo para conseguir seu primeiro investimento institucional.

“A gente brinca que está contra a corrente, mostrando que de fato é possível já ter startups lideradas por pessoas negras com capacidade de investimento”, disse Lourenço, ao Café com Investidor, programa que entrevista os principais gestores de venture capital e private equity do País, do NeoFeed.

Não é uma missão fácil. Afinal, a tese de fundos de venture capital privilegia empreendedores com MBA nos Estados Unidos. E, como diz Lourenço, não são homens e mulheres negras que conseguem atender a esse perfil.

“Faça um exercício e lembre quais unicórnios têm uma fundadora ou fundador negro? Faça um exercício e quais foram as últimas startups que foram investidas que tenham fundadores negros?”, questiona Lourenço.

No ano passado, a BlackRocks criou o Grow Startups, um programa de aceleração que uniu o banco de investimentos BTG Pactual e a rede social de vídeos curtos TikTok. Do processo de seleção, 160 startups se inscreveram e 10 delas foram selecionadas.

São startups de games, blockchain, seguros e SaaS, entre outras áreas. As únicas condições são terem pelo menos um empreendedor ou empreendedora negra entre os fundadores e a startup estar na fase pré-operacional ou operacional.

Nesta entrevista, que você assiste na íntegra no vídeo acima, Lourenço fala sobre os desafios para capacitar empreendedores negros, aborda a necessidade de evolução das teses de investimentos dos fundos de venture capital e discute a questão da meritocracia.

“Se tivermos mais startups com empreendedores negros será que não temos mais possibilidade de escala e de crescimento econômico, já que a dor que essas pessoas sentem é a dor de 56% da população brasileira?”, pergunta Lourenço. Essas e outras respostas estão no Programa Café com Investidor. Assista no vídeo acima.

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