Dinheiro de troco? Depois de adiar IPO, Acorns levanta US$ 300 milhões

Novo aporte, que conta com BlackRock e Bain Capital, chega dois meses após a fintech cancelar os planos de abertura de capital por meio de uma SPAC

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Os planos de chegar à bolsa de valores por meio de uma SPAC foram adiados na Acorns. Mesmo assim, o dinheiro para impulsionar a empresa chegou. Nesta quarta-feira, 9 de março, a fintech anunciou o recebimento de um aporte de Série F de US$ 300 milhões.

Liderada pela empresa de private equity TPG, a rodada conta com a participação de investidores de peso como BlackRock, Bain Capital Ventures e Galaxy Digital, além da Thirty Five Ventures, empresa de investimentos cofundada pelo jogador de basquete Kevin Durant.

Criada em 2012, a Acorns permite o arredondamento para cima dos centavos de transações em cartão de crédito para que esse “troco” seja investido diretamente em um portfólio de ETFs. Para fazer isso, os 4,6 milhões de clientes da fintech pagam taxas mensais que variam entre US$ 3 e US$ 5.

A nova captação deve ampliar o leque de serviços da startup para permitir novas ofertas de criptomoedas e a criação de produtos específicos para determinados nichos de clientes. A companhia também pretende investir em ações de educação financeira.

“Acreditamos que a convergência de produto e educação em dinheiro é a maneira de envolver as pessoas em melhores comportamentos”, disse Noah Kerner, CEO da Acorns, para a rede CNBC.

O novo aporte avalia a Acorns em US$ 1,9 bilhão. O valor é mais do que o dobro dos US$ 800 milhões que a companhia valia no ano passado, mas é inferior à meta de US$ 2,2 bilhões que a empresa esperava valer quando desembarcasse na bolsa de valores por meio de uma SPAC com a Pioneer Merger Group.

A avaliação de mercado inferior à planejada inicialmente deve-se ao fato de que a companhia pretendia levantar mais capital com a SPAC do que com a rodada de Série F, o que geraria um aumento no valor de mercado final.

O acordo para a fusão, no entanto, foi abandonado em janeiro devido a condições adversas do mercado para uma estreia na bolsa. Para desistir do negócio que havia sido firmado em maio do ano passado, a Acorns concordou em pagar US$ 17,5 milhões em taxas rescisórias. “Os mercados ficaram muito voláteis”, disse Kerner.

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