Ex-executivos do Neon captam 1º aporte para escalar startup de “be-a-bá digital”

Fundada por profissionais que trabalharam no Neon, a Livus tem uma plataforma para ensinar usuários a criar e vender mentorias, workshops e cursos online. E levantou R$ 5,6 milhões junto aos fundos K50 e Big Bets

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Luciano Sugiura (à esq.), Guilherme Rovai, Guilherme Lorensini e Alexandre Alvares, os fundadores da Livus

Foi quando trabalharam no Neon que Luciano Sugiura, Guilherme Rovai, Guilherme Lorensini e Alexandre Alvares tiveram a ideia de criar sua própria startup. Em 2021, eles concretizaram esse plano depois que todos deixaram o banco digital. E escolheram outro setor como alvo da nova empresa.

Batizada de Livus, a startup fruto dessa iniciativa trabalha com uma plataforma para a criação e venda de mentorias, workshops e cursos online. E antecipou com exclusividade ao NeoFeed que acaba de receber o seu primeiro aporte, no valor de R$ 5,6 milhões (US$ 1 milhão) captado com os fundos K50, Big Bets e investidores-anjo mantidos em sigilo.

O dinheiro chega para dar o primeiro grande impulso para a plataforma de streaming que oferece aulas ao vivo e em grupo e foca em um público-alvo formado por profissionais que são especialistas em suas áreas, mas que ainda não sabem como podem ganhar dinheiro com a criação de conteúdo educacional pela internet.

“A maioria das pessoas que tenta criar conteúdo profissional ainda não sabe como monetizar e criar um ecossistema”, diz Alvares, cofundador e CEO da Livus. “As plataformas que existem atualmente são bastante complexas e com muitas funcionalidades. Não foram feitas para os criadores que querem dar o primeiro passo.”

Em início de operação, a Livus ainda tem uma base modesta. São pouco mais de mil alunos, com acesso a cerca de 100 criadores de conteúdo. A previsão é multiplicar o número de professores digitais por dez até o fim deste ano. A meta de expansão de estudantes, no entanto, não é revelada.

Para conseguir escalar o negócio, a Livus pretende utilizar a maior parte dos recursos captados para reforçar a tecnologia por trás do negócio. Para isso, a projeção é crescer o time de 14 funcionários entre três e quatro vezes neste ano.

Um plano de expansão para países da América Latina também está no radar. Isso só deve acontecer, porém, a partir de 2023, com um novo reforço no caixa. “Existe a possibilidade de buscarmos mais dinheiro ainda neste ano”, diz Alvares.

No curto prazo, uma das apostas da Livus para ganhar terreno está nos criadores de conteúdo. No ano passado, a companhia criou um programa chamado de Impulso. Nele, esses criadores recebem uma consultoria, uma espécie de “be-a-bá digital”, sobre como montar seus cursos e analisar a audiência que pretendem conquistar.

“É um programa de aceleração, que traz os criadores para dentro de uma comunidade”, diz Alvares. Desde o início do projeto, foram formadas três turmas, com 50 alunos. O programa ainda não tem custo para esses usuários, mas existe a chance de que essa seja uma fonte de receitas no futuro.

“O foco é garantir que eles aprendam a criar os cursos. Por enquanto, ainda estamos estudando um modelo e estipulamos um valor mínimo apenas para a terceira turma, para cobrir os custos”, afirma Alvares.

Com essas estratégias, a ideia da Livus é ganhar corpo para enfrentar a concorrência de empresas já bem estabelecidas nesse setor. A americana Udemy, por exemplo, tem capital aberto na Nasdaq, já vale US$ 2,1 bilhões e tem mais de 46 milhões de usuários no mundo.

Já a brasileira Hotmart, fundada em Minas Gerais, reúne mais de 30 milhões de estudantes e se tornou um unicórnio no ano passado, após captar US$ 130 milhões junto ao fundo americano TCV.

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