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Startups

Filha de Jorge Paulo Lemann cria fundo para investir em startups na América Latina

Lara Lemann, em conjunto com Monica Saggioro, está por trás do Maya Capital, fundo para investir em empresas em estágio inicial na região. Portfólio já conta com 12 startups

 

Lara Lemann (à esq.) e Monica Saggioro, fundadoras do fundo de investimento Maya Capital (foto: reprodução site)

O empresário Jorge Paulo Lemann é um empresário de grandes tacadas. Por meio do fundo GP, nos anos 1990 e 2000, e depois com o 3G Capital, ele apostou nas principais empresas do Brasil e do mundo, como a cervejaria Ambev, a rede de fast-food Burger King e a empresa de alimentação Kraft Heinz.

Agora, uma de suas filhas está trilhando o mesmo caminho. Só que em menor escala. Lara Lemann criou em conjunto com Monica Saggioro o Maya Capital, um fundo de venture capital.

A ideia da dupla de investidoras, no entanto, não é fazer grandes tacadas, como Jorge Paulo Lemann e seus sócios Marcel Telles e Beto Sicupira.

A Maya Capital, que surgiu oficialmente em novembro de 2018, vai apostar em startups na América Latina em estágio inicial, o chamado early stages, segundo o jargão da área.

“Somos um fundo cujo cheque vai até R$ 2 milhões e investimos em startups na América Latina”, afirmou Lara Lemann, durante uma apresentação no BlastU, evento de empreendedorismo que aconteceu em São Paulo.

Lara e Monica não revelaram os recursos disponíveis do fundo para investir, mas afirmaram que metade do capital está reservado para follow ons, aportes subsequentes em fases mais avançadas da companhia.

O portfólio do Maya Capital já conta com 12 startups, mas o site da empresa identifica apenas cinco. Entre os investimentos da dupla está a NotCo, uma empresa chilena que desenvolve alimentos baseados em plantas em vez de proteína animal. A startup também recebeu aportes de Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo e fundador da Amazon, e do fundo Kaszek.

Além da NotCo, o Maya Capita já investiu na EmCasa, que atua no mercado imobiliário; a Gupy, do setor de recrutamento; a Kovi, de aluguel de carros; e a Truora, que faz checagem de identidades. “O nosso objetivo é ter um portfólio entre 25 e 30 startups”, disse Monica, ao NeoFeed.

A tese do Maya é investir em startups que atuem em mercados considerados grandes e cujos empreendedores tenham ambição

A tese do Maya é investir em startups que atuem em mercados considerados grandes e cujos empreendedores tenham ambição.

Repetindo uma frase que é quase um mantra para o pai, Jorge Paulo Lemann, Laura resumiu que ambição significa “ter um sonho grande e trabalhar de forma inteligente.”

“O que mais olhamos são os perfis dos cofundadores”, disse Lara. O fundo também não investe em empresas cujo projeto está no PowerPoint. “Precisa ter no mínimo um MVP. Essa é a nossa filosofia.”

As duas investidoras dizem que entre os diferenciais do Maya está a capacidade de conexão com os principais fundos de venture de capital do Vale do Silício, como Sequoia, Accel, Andreessen Horowitz e Softbank.

Elas também contam com uma lista de advisors, que podem ser acessados para ajudar as startups nas quais elas investem. Entre eles, estão o André Street, fundador da empresa de meio de pagamentos Stone, e Bob White, do fundo Bain Capital. “Gostamos de ajudar, na forma do possível, quando somos demandadas pelas startups”, disse Lara.

Perfis complementares

Lara e Monica se conheceram em eventos ligados ao empreendedorismo feminino. Lara já atuou como investidora-anjo e foi estagiária da Ambev, empresa controlada pelo seu pai. (Aliás, Jorge Paulo Lemann tem uma regra de que seus filhos – são seis no total – não podem trabalhar nas empresas nas quais ele investe. No máximo podem fazer estágio. Eles são preparados para atuar no conselho de administração.)

Monica já atuou em diversas empresas, entre elas a Whirpool e a Restaurant Brands International, dona das marcas Burger King e Tim Hortons, empresa que é controlada pelo fundo 3G, de Lemann.

Seu último emprego foi no Goldman Sachs, em Nova York, cobrindo as indústrias de mídia, tecnologia e telecomunicações, antes de criar o Maya Capital.

“Temos um perfil complementar: eu sou mais da área de investimentos e a Monica de operações”, afirmou Lara.

“Temos um perfil complementar: eu sou mais da área de investimentos e a Monica de operações”, afirmou Lara.

As duas escolheram o nome do fundo por ter vários significados. Maya, segundo explicação na página oficial da empresa, quer dizer mãe em tupi guarani, verdade em japonês, coragem em maori e mágica em hinduísmo.

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