Em alta na bolsa, BB Seguridade tem espaço para entregar mais, diz BTG

Em relatório, o banco destaca o desempenho das ações da seguradora e observa que a operação tem um cenário favorável e espaço para entregar resultados ainda melhores no segundo semestre

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A BB Seguridade está avaliada em R$ 52 bilhões

Em uma trajetória oposta a boa parte das seguradoras listadas na B3, como Porto e Caixa Seguridade, cujas ações acumulam quedas superiores a 13% e 16% em 2022, os papéis da BB Seguridade registram alta próxima de 3%0 no ano.

Na contramão do setor, esse momento da seguradora do Banco do Brasil no mercado de capitais abre um relatório divulgado nesta sexta-feira pelo BTG Pactual, escrito a partir de conversas mantidas nesta semana com a gestão da empresa.

Entretanto, mais do que destacar esse desempenho na B3, o banco ressalta que, dados os indicadores que devem ser divulgados no balanço do segundo trimestre e diante de um contexto mais favorável, a perspectiva para a BB Seguridade é ainda mais positiva.

“Devido aos resultados operacionais mais fortes que o esperado, à normalização do IGPM à frente, à taxa Selic mais alta e ao potencial impulso do segmento agro, acreditamos que o segundo semestre (com uma transferência positiva para 2023) também pode surpreender positivamente”, escrevem os analistas Eduardo Rosman, Thiago Paura e Ricardo Buchpiguel.

O quarteto, que projeta um lucro de R$ 1,2 bilhão para a operação no segundo trimestre, acrescenta: “Sim, as ações subiram 30% no acumulado do ano, mas parece que ainda há espaço para um pouco mais”.

Entre outras questões, a BTG observa que a projeção de melhora no lucro da BB Seguridade encontra justificativa na melhoria de seus índices de sinistralidade, à medida que o pior momento das elevações das taxas de sinistros de seguro agrícola, em função da La Niña parece ter passado.

“Além disso, seguimos esperando um sólido desempenho comercial, com destaque para o segmento Vida, apoiado por renovações anuais de apólices em linha com a inflação e novas vendas”, diz outro trecho do relatório.

Os analistas também apontam que que o segmento rural seguirá sendo um motor importante de crescimento da operação, em função dos custos mais elevados das matérias-primas agrícolas, o que eleva os preços das apólices.

Já no que diz respeito à BrasilPrev, o BTG observa que a gestão da BB Seguridade ainda está vendo um nível elevado de resgates, mas com um volume de contribuições brutas dentro do esperado. E que a portabilidade não é um tema que preocupa, uma vez que ela se mantém na média histórica.

Ao destacar que o primeiro semestre será, provavelmente, o período mais desafiador para a empresa no ano, os analistas projetam que a BB Seguridade irá entregar um forte crescimento em seu lucro líquido em 2022, próximo de R$ 5,5 bilhões.

“O forte segundo semestre delineado pela gestão sugere uma transição sólida para 2023, com crescimento significativo da receita da BrasilSeg; uma dinâmica potencialmente melhor para a BrasilPrev, com o alívio da inflação reduzindo os resgates; e resultados melhores previstos para o ano”, pontua o relatório.

Embora tenham traçado esse cenário favorável, os analistas do BTG mantiveram, “por enquanto”, a recomendação neutra para a empresa e o preço-alvo da ação em R$ 26. Mas ressaltaram que o papel segue sendo a melhor oportunidade no curto prazo no segmento de seguros.

As ações da empresa fecharam o pregão dessa sexta-feira com ligeira alta de 0,35%, cotadas a R$ 26,05. A companhia está avaliada em R$ 52 bilhões.

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