Nas bolsas americanas, um recorde que não era batido há 20 anos

Entre abril e junho deste ano, as bolsas americanas registraram 113 aberturas de capital, o maior volume desde os 133 IPOs do terceiro trimestre do ano 2000, de acordo com a consultoria Renaissance Capital. Somadas, as ofertas do segundo trimestre de 2021 captaram US$ 39,9 bilhões

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Depois de pausa no mês de maio, uma nova onda de companhias voltou a recorrer às ofertas públicas iniciais de ações (IPO) nos Estados Unidos. E, com esse reaquecimento, o segundo trimestre de 2021 foi o mais movimentado nas bolsas de valores americanas desde o terceiro trimestre do ano 2000, quando foram realizados 133 IPOs.

É o que aponta um levantamento realizado pela consultoria americana Renaissance Capital, especializada em dados sobre IPOs. Segundo a empresa, entre abril e junho, o mercado americano registrou 113 IPOs na Nyse e na Nasdaq que, somados, levantaram um total de US$ 39,9 bilhões.

Na comparação com o segundo trimestre de 2020, esses indicadores representam um crescimento de 189,7%, em relação ao volume de aberturas de capital, e de 164,2%, no que diz respeito ao montante captado nessas ofertas.

Com um retorno médio de 34%, os papéis das empresas que estrearam nas bolsas americanas no período também tiveram um desempenho superior na comparação com aqueles que seguiram esse caminho no primeiro trimestre de 2021, que registram um retorno de 13,5%.

Em um contraponto a essa movimentação mais intensa, as aberturas de capital das Special Purpose Acquisition Companies (SPAC), as chamadas empresas de cheque em branco, seguiram sua trajetória descendente no segundo trimestre, depois do boom observado no segundo semestre de 2020 e no início desse ano.

Entre abril e junho, apenas 50 empresas dessa natureza abriram capital nas bolsas de valores americanas, levantando US$ 9,3 bilhões nesses processos. A cifra representou uma queda de 89% em relação ao primeiro trimestre do ano.

A Renaissance Capital destacou ainda o fato de o calendário de IPOs prever uma série de estreias no mercado de capitais. Apenas nesta semana, a relação inclui 17 companhias, com destaque para a chinesa Didi, dona da brasileira 99, que espera captar US$ 3,9 bilhões.

Em termos de valores a serem movimentados, a segunda maior oferta da semana, depois da Didi, deve envolver a SentinelOne, empresa americana de segurança digital, cuja expectativa é captar pouco mais de US$ 1 bilhão.

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