Para Mark Cuban, o mercado irá separar o joio do trigo no campo das criptomoedas

O bilionário americano compara a fase das criptomoedas ao início da internet e destaca que, assim como naquela época, a desvalorização dos ativos ajudará a filtrar as boas oportunidades nesse espaço

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O bilionário americano Mark Cuban

Na semana passada, Mark Cuban, proprietário do Dallas Mavericks, viu seu time ser derrotado nos playoffs da Conferência Oeste da NBA, a liga americana de basquete profissional, após oferecer pouca resistência ao Golden State Warriors, de Stephen Curry e companhia.

Já nesta semana, o bilionário americano dedicou uma parcela do seu tempo a uma outra arena, cada vez mais barulhenta e que também está dividida em grandes “torcidas”: as criptomoedas, com seus defensores e críticos ferrenhos.

Dono de uma fortuna de US$ 4,7 bilhões e um dos protagonistas do programa Shark Tank, nos Estados Unidos, Cuban dedicou uma série de tweets ao tema. E comparou tanto o hype como o ceticismo em torno desses ativos ao que aconteceu com a Internet em seus primórdios.

“As pessoas descartaram a rede da mesma forma que estão fazendo com as criptomoedas”, observou Cuban, em uma de suas postagens, na qual destacou que muitos dos opositores da internet, na época, não conseguiram entender o seu potencial revolucionário.

Ao estabelecer esse paralelo, Cuban ressaltou que, assim como aconteceu com a internet na virada do século, o momento atual de desvalorização das criptomoedas colocará um freio no estímulo desenfreado a essa vertente e ajudará a filtrar o que realmente vale a pena, além de impulsionar outros conceitos relacionados ao tema, como as finanças descentralizadas e os contratos inteligentes.

“O desafio é que estamos na fase da corrida do ouro, onde todos estão vendendo tecnologia e/ou um hype sobre essas aplicações”, afirmou. “Os bear markets limpam isso”, acrescentou, usando o termo que, no mercado, é adotado por investidores para se referirem a um mercado em baixa.

Ao ressaltar esse filtro do mercado, ele acrescentou que, assim como na época da bolha pontocom, o que irá sobreviver são as tecnologias e aplicações que solucionem problemas de fato e trazem diferenciais para empresas e consumidores.

“Como atualmente, o que importava era se a aplicação resolvia um problema, melhorava a produtividade e a lucratividade ou criava novas oportunidades e experiências para o consumidor”, escreveu. “Não importa se seja a Web, 1 ou 2, ou as criptomoedas.”

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